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A Verdadeira Eficácia da Disciplina

Mas, ó, que triste quadro! Aqueles que não se submetem à influência do Espírito Santo logo perdem as bênçãos recebidas quando reconheceram a verdade como do Céu. Eles caem em uma formalidade fria e sem espírito; Eles perderam seu interesse em almas perecendo: eles deixaram seu primeiro amor”. E Cristo lhes diz: ‘Lembre-se, portanto, de onde você caiu, e arrependa-se, e faça as primeiras obras; ou, então, eu virei a ti rapidamente, e tirarei seu castiçal deste lugar, a não ser que você se arrependa’. Ele tirará o Espírito Santo da igreja e dará a outros que hão de apreciá-lo.” – Review and Herald, 16 de julho de 1895.

O povo ao qual Deus escolhe para ser Seu representante, tem condições de permanecer em seu posto enquanto for fiel aos mandamentos. A aliança que Deus faz com um povo que chama para ser Sua “propriedade particular” não é incondicional. Para que essa aliança tenha vínculos perpétuos, Deus dá a Seus filhos condições para permanecer dentro desse tratado.

Temos essa evidência em Êxodo 19:5.

Vejam:

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha” (Êxodo 19:5, ARA).

Percebam que nesse texto temos uma condição. Qual condição? Para que o povo de Israel permanecesse como “propriedade peculiar” de Deus, eles deveriam “diligentemente [ouvir] e [guardar]” a aliança que Deus estava lhe propondo. Que aliança é essa? Se o povo permanecesse fiel e obediente em guardar seus estatutos e leis (participação do povo na aliança), Deus estava prometendo que Ele os abençoaria e daria a eles toda a terra de Canaã (parte de Deus na aliança), que foi a promessa feita por Deus a Abraão, Isaque e Jacó. Certamente Deus cumpriria Sua parte no trato, agora restava saber se o povo faria também.

Estamos, portanto, diante de uma promessa condicional, onde não vale somente a palavra de Deus no trato, mas também a palavra e atitudes do Seu povo, neste contexto, o povo de Israel.
Conforme mencionado inicialmente nas palavras de Ellen White, Deus fez uma advertência à igreja adventista que, se o povo continuasse em seu pecado, Deus tiraria Seu Espírito Santo de seu meio e daria a um povo que o apreciasse da maneira devida.

Vejam novamente:

“’Eu virei a ti rapidamente, e tirarei seu castiçal deste lugar, a não ser que você se arrependa’. Ele tirará o Espírito Santo da igreja e dará a outros que hão de apreciá-lo.”

Conhecemos muito bem a parábola do joio e do trigo. Porém, ao contrário do senso comum, esta parábola não tem apenas uma única aplicação. Iremos mostrar ao leitor pelo menos duas aplicações das três possíveis (deixaremos a terceira aplicação para um próximo post).

Então, vamos à primeira e mais conhecida aplicação: o joio e o trigo crescem juntos e o Ceifeiro é o único capaz de separá-los. Digamos assim, o joio são os cristãos nominais, ou seja, cristãos de nome, ou, pessoas que estão na igreja mas não possuem coração sincero; o trigo são os verdadeiros cristãos, aqueles que diariamente banham suas vestes no sangue do Cordeiro. Como já nos foi explicado, não temos poder para discernir o joio do trigo, pois, realmente, neste caso, somente Deus é que conhece o coração e as intenções de cada classe. Nesse julgamento não temos participação.

Agora, vamos para a segunda aplicação. Nessa aplicação, novamente temos o joio e o trigo, os não sinceros e os sinceros, porém, neste caso aqui, o “ceifeiro” passa a ser representado pela liderança eclesiástica, ou seja, pastores, anciãos, obreiros, enfim, qualquer pessoa que exerça um cargo de liderança dentro da igreja. Porém, aqui cabe um questionamento: como esses líderes saberão discernir o joio do trigo? Isso é mesmo possível? Sim, é possível! E iremos lhes mostrar porquê.

Quando o joio se revela é o momento de julgá-lo. Como assim? Deus concedeu autoridade sobre sua igreja para julgar pequenas causas, digamos assim. Observemos o que Paulo nos diz:

[…] Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas?” (1 Coríntios 6:2, ARA).

Perceba que Deus não nos impediu de julgar. Nós podemos julgar. Não podemos julgar as intenções do coração, aquilo que está oculto aos nossos olhos, porém aquilo que nos é revelado, isso sim podemos julgar.

Portanto, voltando a questão do joio, quando ele se revela em nosso meio não só podemos como devemos julgá-lo. Lembram-se do caso do pecado de Acã? Josué não tinha conhecimento do que ele havia feito, mas mesmo assim quando foi buscar a Deus para entender porque haviam perdido a batalha sobre a cidade de Ai, Deus não mediu Suas palavras.

Vejam:

Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o teu rosto? [Deus respondendo a Josué] Israel pecou, e violaram a minha aliança. […] já não serei convosco, se não eliminardes do meio de vós o anátema” (Josué 7:11, 12, ARA).

E veja só o que a irmã White disse a respeito do pecado que já estava sendo cometido no meio do povo de Deus:

Apelo ao povo de Deus para que abra os olhos. Quando sancionais, ou executais as decisões de homens que, como sabeis, não estão em harmonia com a verdade e a justiça, enfraqueceis vossa própria fé e perdeis vosso gosto pela comunhão com Deus. Pareceis ouvir a voz que foi dirigida a Josué: ‘Por que estás prostrado assim sobre o teu rosto? Israel pecou, e até transgrediram o Meu concerto que lhes tinha ordenado. … Anátema há no meio de ti, Israel.’ ‘Não serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós.’ Cristo declara: ‘Quem comigo não ajunta espalha.’” (Testemunhos para Ministros, p. 91,92).

Portanto, não estava aqui pedindo Deus para que Josué elimina-se o anátema? E se substituíssemos a palavra “anátema” por joio? Perceba que não alteraremos aqui o sentido do contexto da ação se fizermos a substituição das palavras. Deus estava pedindo para Josué tirar a abominação (esse é o significado de anátema) do meio do povo, caso contrário Ele não estaria com eles. E vale lembrar também que o povo de Israel conseguia derrotar as nações pagãs apenas por causa da intervenção de Deus, sem essa intervenção eles eram certamente derrotados.

Agora, o que é o pecado senão abominação para Deus? Certamente, o exemplo do pecado de Acã é o maior e melhor exemplo da importância de disciplinarmos o pecado que há no meio de nós, sem a qual corremos o risco de incorrer no sério e severo desagrado de Deus.

Como esse contexto se aplica à igreja adventista hoje? Vou tomar como exemplo Acã mais uma vez para que possam entender o que estou querendo dizer. Após Deus haver dito a Josué que havia pecado no meio do povo, Josué, diligentemente, procurou saber de quem era o pecado. Após jogar sortes, descobriram a família de Acã e o próprio Acã confessou seu pecado. Portanto, observe que aqui temos um joio revelado. O mesmo se aplica à realidade da igreja hoje. Imagine que temos um caso de um irmão que pecou (e aqui não importa o pecado) e esse ato abominável foi descoberto. De acordo com o exemplo que temos de Josué, o que a liderança da igreja, seja local, nacional ou mundial, deve fazer? Disciplinar diligentemente o pecado de seu meio. E caso essa postura não seja tomada, o que acontece?

Se há uma negligência com os líderes da igreja em procurar diligentemente os pecados que trazem o desagrado de Deus sobre Seu povo como um corpo, eles se tornam responsáveis por esses pecados.” (Review and Herald, 8 de junho de 1886).

Então, percebam que desde 1886 a igreja já estava enfrentando problemas em relação a membros que tinham pecados públicos não disciplinados. E como sabemos disso? Através dessa declaração encontrada na mesma publicação citada acima.

Vejam:

Quem está de pé no Conselho de Deus neste momento? São aqueles que desculpam os erros entre o professo povo de Deus, e murmuram em seus corações, se não abertamente, contra aqueles que reprovam o pecado? São aqueles que se posicionam contra eles e simpatizam com aqueles que cometem erros? Não, é certo que não! Estes a menos que se arrependam, e deixem a obra de Satanás em oprimir aqueles que têm o fardo da obra, e em levantar as mãos dos pecadores em Sião, nunca receberão a marca da aprovação seladora de Deus” (Review and Herald, 8 de junho de 1886).

Mas imaginemos o seguinte caso: imaginemos que a liderança (pastor, ancião, obreiros, etc.) enxerga o pecado (público) mas não no modo odioso como é e decide não disciplinar o pecador. O que nós, como membros do corpo de Cristo e adoradores fiéis devemos fazer?

É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham registrados nos livros da igreja, está preparado para finalizar sua história terrestre, e achar-se-ia tão verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo como o pecador comum. Professam servir a Deus, mas estão servindo mais fervorosamente a Mamom. Esta obra feita pela metade é um constante negar a Cristo, de preferência a confessá-Lo. São tantos os que introduziram na igreja seu espírito não subjugado, inculto! Seu gosto espiritual é pervertido por suas degradantes corrupções imorais, simbolizando o mundo no espírito, no coração, nos propósitos, confirmando-se em práticas concupiscentes, e são saturadamente cheios de enganos em sua professa vida cristã. Vivendo como pecadores e alegando ser cristãos!” (Serviço Cristão, p. 40,41).

Prestem muita atenção ao texto que se segue. Ele é muito importante!

Os que pretendem ser cristãos e querem confessar Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada imundo, e separar-se” (Serviço Cristão, p. 40,41).

Para que o leitor entenda o quão sério é isto que estamos querendo dizer, iremos lhes dar um exemplo prático que aconteceu conosco dentro da obra adventista.

Minha esposa trabalhou na obra durante alguns meses e no seu setor de trabalho dividiu tarefas com uma esposa de pastor. Nesse contexto, ambas acabaram trocando ideias sobre a questão da disciplina dentro da igreja adventista, e a esposa do pastor afirmou com todas as letras do alfabeto: “Na igreja não se disciplina mais, se adverte”. Ou seja, sem sombra alguma de dúvidas, o padrão moral da disciplina foi rebaixado. Será que é difícil imaginar o por quê? Adultérios rolando soltos, homicídio, agressão, idolatria, glutonaria… e por aí vai. Imagine o que aconteceria com milhares de pastores e obreiros se realmente a igreja como instituição levasse a disciplina a sério!? Com certeza não teríamos os milhões de adventistas no mundo que temos hoje.

O ponto central da mensagem deste artigo é severa, porém precisa ser dita. Como representantes do evangelho eterno, temos o dever e incumbência de dizer ao leitor que a revelação do Espírito de Deus nos diz que devemos nos separar daqueles que menosprezam e rebaixam a santidade da lei do Senhor, nosso Deus. Se fazemos parte de um povo que deixou de guardar os mandamentos, que pretende colocar panos quentes nos erros que cometem, e por conta de relações politicas, beneficiam certos membros da igreja, negligenciando o pecado destes, temos a autorizacao do Senhor, conforme as palavras da profetiza, para deixarmos de congregar com estes e passarmos para as fileiras daqueles que realmente possuem a “perseveranca dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e o têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 14:12).

Deus lhes abençoe!

Três Tipos de Caminho

Romanos 6:3-4

Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.

Existem três caminhos que o cristão pode andar, esse é um deles:

No início da caminhada cristã parecemos imbatíveis, queremos mudar o mundo a nossa volta, porém não sabemos como, mas queremos. Isso infelizmente dura pouco tempo quando nos encontramos com pessoas que tem mais tempo de igreja, que já trabalharam em diversas funções e cargos na igreja ou até mesmo com pastores, mas por quê? Ao descermos às águas por meio do batismo, o fazemos porque estamos vivendo o primeiro amor, mas o que isso significa? Significa que uma pessoa batizada é tremendamente apaixonada por Jesus, sua vida não vale mais nada, tudo que ela construiu durante anos perdeu todo o sentido, ela deseja ser renovada, realizar boas mudanças, quer jogar no lixo o velho eu e trocar seu vestuário, mudar a alimentação, mudar sua forma de pensar. Para ela o lazer como ir aos shopping center, ir aos clubes, perderam todo sentido, o prazer é unicamente pregar o evangelho, falar da palavra de Deus como se não houvesse o amanhã, isso se chama renovação. Reforma de vida, se chama boom.

E agora, o que aconteceu? O inacreditável aconteceu. Quando a pessoa chega na igreja encontra uma realidade diferente daquela que aprendeu nos estudos bíblicos com base nos princípios de fé. Tudo começa por parte de alguns da liderança da própria igreja ao iniciar com a frase “não é bem assim”, então a maioria das coisas que a recém batizada começa a dizer é interpretado com tom de crítica, porém as verdadeiras intensões da recém batizada não é criticar mas, o que de verdade acontece, é que os veteranos da igreja se sentem censurados por não viverem aquela verdade bíblica que está sendo dita. O resultado disso tudo é que a recém batizada na sua caminhada com Cristo começa a se sentir constrangida por estar constrangindo pessoas mais antigas da igreja. Essa pessoa que iniciou a caminhada cristã preferiu mudar a forma de ver o mundo dentro de uma igreja, ela percebeu que nem todos estão no mesmo ritmo que ela, e depois de ouvir tantas pessoas com a voz calma e serena falar aos seus ouvidos que a forma dela se comportar deveria ser diferente, ela comprou a ideia de que o trabalho de evangelismo precisaria ser feito com as pessoas de fora da igreja e não com as pessoas de dentro, e comprar um desafio como esse seria antecipar perseguição contra ela, e divisão na igreja. Então ela se adaptou à realidade da igreja local, mas isso se tornou uma armadilha, porque ela se acomodou, e a motivação de pregar o evangelho diminuiu. Ela não vai mais aos clubes e shopping centers da vida, mas ela também não sai para pregar o evangelho como era antes, as batalhas da vida como fazer faculdade, trabalhar e cuidar dos filhos e da família se tornaram o maior foco. As prioridades mudaram por causa dos espinhos que apareceram no meio do caminho.

Marcos 4:18-19

“Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra; mas, quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera.”

A segunda caminhada é parecida com a primeira. A pessoa que está nesse caminho entende que existe algo errado na igreja. Suas colocações são entendidas como críticas, porém ela não se desanima pelo pensamento de estar constrangido os irmãos pela verdade que ela tem buscado com tanto zelo. Com o passar do tempo vem as provas. Essa pessoa que se batizou a pouco tempo é considerada pela maioria como radical. Ela não é chamada para pregar no púlpito da igreja, quando o grupo de irmãos na igreja organizam uma confraternização de natal e ano novo ela não é convidada. A pessoa batizada não consegue lidar com o sentimento de rejeição e seu coração começa a endurecer com o passar dos anos e o que antes era uma benção se transformou em ódio e raiva, falta de tolerância nas palavras, desconfiança na denominação. Ela começa a estudar a bíblia mais do que os outros para ser uma formadora de opinião. Com passar do tempo, no entanto, os lideres da igreja não conseguem ter poder de argumento contra ela e o efeito é negativo para todos os lados. É ruim para quem se batizou na igreja porque ela endureceu seu coração por causa da falta de amabilidade dos veteranos; é ruim para os membros mais fracos na igreja porque alguns darão ouvidos a essa pessoa que levantou dúvidas sobre a fé cristã e é ruim para a liderança porque sempre vai achar que quando as pessoas que não respeitam a liderança nunca deveriam ser batizadas.

Marcos 4:15-17

“Algumas pessoas são como a semente à beira do caminho, onde a palavra é semeada. Logo que a ouvem, Satanás vem e retira a palavra nelas semeada. Outras, como a semente lançada em terreno pedregoso, ouvem a palavra e logo a recebem com alegria. Todavia, visto que não têm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandonam.”

A terceira caminhada cristã é bem diferente de todas as outras. A pessoa que está nesse caminho entende que existe algo errado, e ao invés de achar que esse algo é a igreja, ela tenta sondar qual a raiz do problema e entende que todos estão travando uma batalha. Ela entende também as limitações dos veteranos da igreja e reconhece as suas próprias limitações em não estar preparada para lidar com a falta de amabilidade de alguns veteranos e sua falta de zelo. Em relação ao que havia mencionado antes, esse “algo errado” é um processo de reflexão e, no final, ela entende que não pode fazer nada pela igreja, que ela é incapaz de mudar muitas coisas, porém ela não desiste de conquista-los para Jesus. Aos veteranos que já tiveram o primeiro amor, ela os observa melhor, com calma e analisa que cada uma de suas interferências resultará em consequências que refletirão um todo de causa e consequência.

Com a aceitação do que está ou não sob nosso controle e com um olhar mais observador, passamos a enxergar os vários lados da situação, as diversas possibilidades e motivos. Isso faz com que tenhamos um novo olhar sobre aquele aspecto. Esse novo olhar nos ajuda a perdoar e deixar para lá coisas que podem estar atrapalhando nossa conexão com Deus. O maior benefício disso é que somente com um olhar mais abrangente e mais libertador nos damos a chance de descobrir a mudança que podemos ser na vida de outras pessoas.

Como consequência de todos os outros ganhos, temos por fim, a assertividade, ou seja, resplandecer o reflexo de Jesus. Quando reduzimos a tensão, vemos novas possibilidades, perdoamos e respeitamos, nos colocamos no lugar de outra pessoa, isso se chama inteligência emocional, e com isso atuar no mundo não da maneira que acreditamos ser a melhor para nossa evolução e sim da forma que Jesus deseja que façamos, isso se dá o nome de banda larga de alta velocidade e conectividade com Jesus. E com isso se faz menos esforço para analisar o que nos serve e como agir, porque estamos mais conectados com a vontade de Deus.

Nessa terceira caminhada esse irmão batizado terá uma caminhada mais dura e difícil, porém os desafios se tornarão prazerosos ao invés de penosos, nunca desistirá de falar a verdade se alguns não se agradarem e sempre será dita com amor. Mesmo que seja perseguida, ela perdoará e amará a quem as perseguem.

Marcos 4:20

“Outras pessoas são como a semente lançada em boa terra: ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um”

Há algum tempo fui contratado por uma empresa chamada Queiroz Galvão. Nesse momento eu estava no período de experiência que geralmente dura uns 4 meses. Nunca escondi que eu era adventista e que aos sábados eu ia para a igreja. Numa conversa com meu gestor eu lhe disse que se me colocasse para trabalhar no sábado eu não poderia comparecer, ele me falou, porém, que a empresa não para, todos os dias são dias úteis de trabalho e precisaríamos estar sempre disponíveis, e se alguém ficar sem trabalhar no dia em que for convocado, será como praticar injustiça contra os colegas de trabalho. No entanto, eu falei para ele que se por acaso a empresa me colocasse para trabalhar no sábado eu iria precisa da ajuda do meu chefe, porém ele disse que se esse dia chegasse eu estaria sozinho. Eu sabia que a semente havia sido plantada; meu chefe sabia que eu era guardador do sábado, ficou sabendo ainda que existem outros guardadores do sábado, não tinha conhecimento a respeito do sétimo dia do Senhor Deus e somente ficou sabendo porque eu tinha dito para ele.

Fui informado que na segunda-feira chegariam 15 computadores completos com monitores, estabilizadores e o desktop, porém os desktops chegariam todos desmontados, e deveriam estar prontos na segunda-feira seguinte, ou seja, se chegassem na sexta-feira dessa mesma semana eu precisaria trabalhar no sábado para estar pronto na segunda-feira, e no domingo a empresa não iria abrir. Então me vi praticamente sem escolha, e se passaram terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, e todos os computadores  chegaram às 9 horas da manhã de sexta-feira, então eu falei para meu chefe: “João, eu preciso somente de uma sala fechada para deixar tudo pronto antes das 17:30 de hoje”; e ele disse com essas palavras: “Nós temos um colaborador chamado Paulo, ele tem mais de 17 anos de experiência, e consegue terminar 4 computadores por dia, como você irá conseguir terminar 15 computadores em menos de 5 horas de trabalho?” Eu propus o seguinte desafio para ele: “se eu conseguir terminar todas as maquinas, sábado eu não vou trabalhar?”. O Espírito Santo tocou no coração dele e ele aceitou, mas todos os meus colegas de trabalho queriam que eu fosse trabalhar mesmo que eu terminasse todas as máquinas, mas eles estavam certos que eu não iria conseguir.

Então o meu chefe conseguiu uma sala para mim, e comecei a montar todas as maquinas. Além de montá-las, elas precisariam estar com o sistema operacional Windows instalado com configurações específicas para cada setor como contas a pagar, contas a receber, financeiro e etc. O final é esse que vocês conseguiram imaginar, eu consegui graças ao poder de Deus terminar as 15 maquinas antes do por do sol. E ele chamou todos da equipe e falou que desde aquele dia em diante eu não iria trabalhar mais no sábado.

Poderia ter simplesmente desistido do meu chefe, ele viu que eu não era uma pessoa comum, nunca exigi nada dele, da mesma forma que você não deve exigir dos membros da igreja que eles precisam melhorar na sua vida espiritual, paciência é algo que se precisa exercitar, não podemos nos desanimar se todos estão torcendo para que você dê errado. Em muitos momentos você sentirá que está sozinho, eu sei que você não quer deixar os entes queridos de sua família desapontados com sua boa postura cristã, vai ser constrangedor para você, talvez para eles também. Mas faça com amor, não tente se sentir no controle, pois quem está no controle é Jesus e não você. Muitas vezes colocarão você como estando errado, algumas vezes você achará que está errado, pois esse é o papel do inimigo tentar te confundir. Mas a semente foi plantada, não tem com o quê se preocupar. Ele conhece o seus anseios, ele também conhece suas lutas internas, e você tem que ter sempre uma coisa em mente, você não está sozinho, e no final quando você estiver com seu mestre Jesus muitas coisas serão explicadas, o mais importante é não desanimar e persistir, perseverar, continuar com o boom que você iniciou quando foi batizado.  

Obs.: Os nomes mencionados no texto são fictícios para resguardar a identidade dos envolvidos.

O Que os Pastores da IASD Pensam Sobre Encenações Teatrais?

Um apresentador de programas da Tv Novo Tempo formado em Comunicação Social, pós-graduado em jornalismo científico e mestre em Teologia, tem trazido um enorme desconforto por conta de várias declarações agressivas nas redes sociais. Ele hoje se tornou um formador de opinião. 

O blog não tem como um dos seus objetivos realizar retaliações a nenhuma figura pública da igreja adventista do sétimo dia, mas devido aos acontecimentos, este blog precisou se posicionar. Temos acompanhado durante alguns anos seus trabalhos e suas publicações, e preferimos não mencionar o nome dessa figura pública porque mais de uma vez demonstrou através das redes sociais que costuma realizar réplicas agressivas, principalmente às pessoas que fazem comentários dos seus vídeos de youtube, e as réplicas com tom de deboche, ironia e sarcasmo.

Existe um tema bastante delicado para quem é adventista do sétimo dia e muitos perdem sua compostura como cristãos, porque isso ataca diretamente sua igreja. Os que são funcionários da obra adventista preferem não se envolver sobre o assunto, pois uma declaração mal sucedida pode comprometer seus empregos. O tema que, portanto, será debatido neste artigo se compromete mais uma vez a discutir os vários desdobramentos das encenações teatrais dentro das igrejas.

Se você acompanha nosso blog, deve ter percebido que há poucos dias atrás publicamos um assunto com o título de O Que Deus Revelou a Seu Povo Sobre Encenações Teatrais? Através desse artigo se pode perceber claramente a posição da igreja adventista em relação ao uso de teatro nas igrejas e instituições adventistas em contradição com o que foi revelado mediante os Testemunhos do Espírito de Deus.

Mas vamos acompanhar a declaração desse apresentador:

“O problema não é um filme, não é um veículo de comunicação. O problema está no uso que fazemos dele. Quando a igreja faz uso de filmes para ensinar verdades, isso é maravilhoso. Muitos irmãos não param para pensar, por exemplo, que todo ritual do santuário no Antigo Testamento ele era uma representação, não é? O sacerdote representava Jesus, o cordeiro representava Cristo, o santuário terrestre representava o santuário celestial. Então, as pessoas não param para pensar que o problema não é você encenar ou representar, o problema é você encenar e representar a mentira, tá? Então, o que que acontece? Se a igreja está produzindo filmes de acordo com os princípios de Filipenses 4:8, não é? Que diz assim: ‘Tudo que é verdadeiro, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo o que é de boa fama, se há algum louvor, se há alguma virtude, que seja isso que ocupe o vosso pensamento’. Então se a igreja produz filmes dentro dos princípios de Filipenses 4:8 é óbvio que está correto. Deixa eu dar uma dica para vocês! Eu escrevi um artigo sobre os ‘fracos na fé’ de Romanos 14. O que eu pretendo nesse artigo? Os fracos na fé não são aqueles membros que querem permanecer – deixa eu ser bem direto – na burrice. Os fracos na fé em Romanos 14 – e devemos ter paciência com eles – são aqueles cristãos que têm uma consciência moral mais sensível, uma consciência espiritual. Paulo diz em Romanos 14 que devemos aceitar essas pessoas e não brigar com elas, ok? Mas isso também não significa que devemos ficar reféns dessas pessoas, ok? Nós precisamos, com amor, com carinho, com jeito, mostrar a verdade a elas. E os fracos na fé não são, por exemplo, aqueles membros de igreja com 15, 20, 30, 40 anos que querem permanecer na ignorância. Esses já são o que? Teimosos! E nós, muito menos, devemos ficar reféns dessas pessoas.”

O trecho acima citado foi extraído de um vídeo do Youtube. E numa leitura rápida, porém atenciosa, aquele que entende o assunto das encenações teatrais à luz do Espírito da Profecia manifesto nos escritos da senhora White vai perceber rapidamente que existem uma série de manipulações que foram realizadas durante a fala deste líder religioso da Igreja Adventista do Sétimo Dia. 

Ele começa usando uma comparação com o ritual do santuário que fora dado por Deus a Moisés. Isso já é inaceitável, haja vista que a ferramenta visual que Deus se utiliza na representação do santuário celestial não tem nada que ver com as representações teatrais que vemos nos teatros e cinemas e que são fortemente condenadas pelo Espírito de Deus. A Palavra do Senhor não se contradiz e o Espírito Santo sempre guia crentes genuínos no mesmo caminho que os conduz a uma única verdade. No ritual do santuário Deus se utilizou de símbolos e ilustrações e tudo o que acontecia no ritual do santuário era real, todos os sentimentos envolvidos durante as cerimônias tinham por obrigação que seus envolvidos estivessem ali de todo coração, entendimento e alma. Por isso que essa comparação é inaceitável e até mesmo herege se entendermos com profundidade o que as representações teatrais realmente significam.

Outro ponto na fala dele que nos deixou boquiabertos com tamanha audácia manifesta em suas palavras, é o fato de que este homem desconsidera completamente o que foi revelado por Deus mediante o Espírito da Profecia manifesto nos escritos da senhora White. Diz que “é óbvio” que está correto se utilizar de fingimento – pois é isso que encenação significa segundo definição do próprio dicionário escolar Michaelis – para “ensinar” verdades bíblicas. Porém, se compreendemos o significado real da palavra “encenação” entenderemos que essa ação está em direta contradição com os princípios da Palavra de Deus. Por que? Encenação significa fingimento. Se há fingimento, há falsidade, se há falsidade, há mentira. A mentira nada mais é que o ato de roubarmos a confiança de alguém. E se roubamos a confiança de alguém, que mandamento estamos transgredindo?

Não furtarás (Êxodo 20:15). […] Declara que toda a tentativa de obter-se vantagem pela ignorância, fraqueza ou infelicidade de outrem, é registrada como fraude nos livros do Céu.” (Patriarcas e Profetas, página 217).

Portanto, se queremos obter vantagem sobre outra pessoa, inclusive querendo dizer a ela que não há mal em lançar mão do uso de encenação na obra do evangelho quando a mensagem do Senhor claramente veta essa prática, tal ação é registrada nos livros do Céu como fraude.

E o que o apóstolo Tiago nos diz a respeito da transgressão dos mandamentos de Deus?

Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2:10).

Não é preciso ser muito inteligente para perceber a maneira tendenciosa que é utilizada durante o vídeo para convencer o espectador de que a opinião manifesta por seu autor é a verdadeira, mesmo que mostre clara contradição com o ensino das Escrituras. Porém, o leitor acha que ele parou por aí? De modo nenhum! Nada é tão ruim que não possa piorar. De maneira audaciosa e prepotente, esse homem discrimina de maneira ofensiva as pessoas que possuem mais tempo de igreja e desaprovam essa prática moderna de se adotar encenações teatrais para a obra de evangelismo. Inclusive chama-os de burros e teimosos!

Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: “Você não vale nada” será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno. (Mateus 5:22).

Agora, o que diria o Senhor Jesus se visse que um de Seus preciosos filhos fora chamado de “burro” e “teimoso”?

Por fim, queremos advertir o caro leitor que tome exemplar cuidado com o que é dito ser certo ou errado por líderes, sejam adventistas ou não. Neste blog defendemos acima de todas as coisas a veracidade das Escrituras em detrimento da vontade humana. Repudiamos toda e qualquer forma de manipulação que seja utilizada com a finalidade de se obter vantagem para induzir pessoas com menor grau de instrução bíblica a fim de alcançar resultados para fins egoístas e que visam o benefício de uma instituição.

Pastores, líderes e obreiros que adotam tal posição de forma a rebaixar o conhecimento inspirado pelo Espírito de Deus serão julgados de acordo com a grande luz que o Senhor confiou em suas mãos. Nosso papel aqui não é julgar os desejos do coração, pois este papel Deus não o designou a nós. Porém, o que Ele nos pede isso fazemos, que é levar o conhecimento da verdade custe o que custar, agrade ou desagrade seja a quem for. Não estamos aqui pelo favorecimento de homens, mas para a glória de Deus.

Suas opiniões orgulhosas, sua razão humana, foram exaltadas; declararam ter capacidade própria para entender os mistérios divinos, e julgaram que suas faculdades de discriminação fossem suficientes para poder discernir a verdade por si mesmos. Caíram como presa fácil das sutilezas de Satanás, pois ele lhes apresentou filosofias humanas errôneas e ilusórias, que são atrativas a mente humana. Voltaram as costas à Fonte de toda a sabedoria e adoraram o intelecto. A mensagem e os mensageiros de Deus foram criticados e descartados como sendo inferiores às suas altivas ideias humanas” – Signs of the Times, 07 de março de 1895.

No contexto imediato das palavras acima citadas, temos que a autora se referia a pessoas que estavam negando a divindade de Jesus Cristo, porém nossa intenção é que o leitor aprenda o princípio contido nessas palavras. Temos visto dentro do mundo cristão homens e mulheres que se apropriam da razão humana para explicar verdades bíblicas e na maioria esmagadora das vezes são confundidos pelo Espírito de Deus por envergonhar um Nome que é sobre todo nome. Portanto, caro leitor, que nós sempre demos preferência ao claro “assim diz o Senhor” em detrimento da sabedoria humana e não tenhamos medo de chamar o pecado pelo seu nome exato.

O Que Deus Revelou a Seu Povo Sobre Encenações Teatrais?

Você já parou para pensar qual a necessidade de sabermos e entendermos qual a vontade de Deus no que diz respeito às manifestações teatrais dentro da igreja e como estratégia de envangelismo? Se nunca parou para pensar nesse tema ou acha óbvio pensar que não há problema algum em algo tão “inocente”, estamos aqui para abrir a sua mente e lhe ajudar a dar um passo à frente em sua caminhada rumo ao Céu.

Um ponto interessante de pensarmos ao introduzir este tema é que muitas vezes temos de estar sujeitos a recebermos reprovações diante do modo como temos vivido. Não é segredo para ninguém: todos pecamos e destituídos estamos da glória de Deus (Romanos 3:23). Partindo dessa premissa, é muito fácil para nós, como seres humanos pecadores que somos, adotarmos hábitos culturais errôneos que não condizem com o ensino das Escrituras Sagradas. Por isso, é de fundamental importância que ao iniciar a leitura deste artigo tenhamos um profundo espírito de contrição e submissão à vontade revelada de Deus.

Em determinado momento, o apóstolo Paulo disse aos gálatas:

E agora eu me tornei inimigo de vocês por lhes dizer a verdade? Gálatas 4:16.

O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia nos esclarece a respeito do contexto do texto acima. Observe:

Os gálatas valorizaram as palavras de Paulo quando ele os quis ensinar. Tanto é verdade que eles guardaram a epístola e por isso ela chegou em nossas mãos. Eles aceitaram a verdade que Paulo estava querendo lhes ensinar e essa epístola se tornou um instrumento para a salvação dos gálatas Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, volume 6, página 1072.

Portanto, cada vez que somos exortados (ensinados, corrigidos); cada vez que somos machucados porque alguém teve a coragem e o amor de nos mostrar onde estamos errando, esse ato é usado ao nosso favor como instrumento para nossa própria salvação.

A Sabedoria ainda declara:

Melhor é o castigo de quem nos ama de verdade do que os beijos dados por um falso amigo Provérbios 27:6

Deus nos diz que Ele corrige e disciplina a “todo aquele a quem” Ele ama (Apocalipse 3:19). Assim sendo, é inquestionável que Aquele que mais nos ama, e ama de verdade, é Aquele que entregou Sua vida a favor da humanidade e por isso Ele prova Sua fidelidade para conosco.

Veja o que o Próprio Cristo disse aos Seus discípulos:

E esta é a maneira de medir o amor – o maior amor é demonstrado quando uma pessoa entrega a vida pelos seus amigosJoão 15:13.

O Pai, O Filho e o Espírito Santo demonstraram a toda a humanidade o “maior amor” que alguém pode sentir por seu próximo.

Veja o que o Espírito da Profecia nos revela a respeito desse tão grandioso amor:

A Divindade moveu-Se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo entregaram-se ao cumprimento do plano da redençãoConselhos Sobre Saúde, página 222.

O apóstolo ainda escreve em sua primeira carta aos tessalonicenses:

E nós nunca deixaremos de agradecer a Deus o fato de que quando lhes anunciamos a mensagem, vocês não pensaram que as palavras que lhes falávamos eram apenas palavras nossas, mas aceitaram o que dizíamos como a própria palavra de Deus, que foi eficaz na vida de vocês quando creram nela1 Tessalonicenses 2:13.

Nossa oração ao compartilhar o que temos aprendido do Espírito do Senhor é que tudo o que aqui ficar registrado produza o efeito eficaz que produziu no coração dos tessalonicenses. Não estamos aqui com o propósito de lhes impor nossas próprias opiniões, pois se assim fosse, jamais compartilharíamos verdades tão difíceis de serem aceitas e praticadas por seres humanos de coração tão duro como o nosso. Ao contrário, estamos aqui movidos pelo único propósito de lhes revelar a vontade de Deus para um povo que precisa estar de pé no grande Dia do Juízo que virá sobre todos os habitantes desta terra. Portanto, sim, é um assunto que envolve interesses eternos e nossa esperança é que essa mensagem tenha êxito, mas “não pela força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” (Zacarias 4:6).

E devemos sempre lembrar das palavras inspiradas do apóstolo Tiago. Em sua carta, lemos:

E lembrem-se: Coloquem em prática a palavra e não sejam apenas ouvintesTiago 1:22.

Se não colocarmos em prática os ensinamentos do Espírito do Senhor, toda palavra que proferirmos será vazia e nosso ensino será ineficaz.

No livro da Sabedoria, mais conhecido como o livro de Provérbios, escrito pelo profeta Salomão, lemos o ensinamento:

Quando não se pode contar ao povo os mandamentos de Deus, a sociedade vai de mal a pior; quando o povo obedece à lei, ele vive felizProvérbios 29:18.

O texto acima quer nos dizer que para o povo viver feliz, ele precisa de limites, ou seja, precisa de uma lei para obedecer. Por isso, Deus dá Seus mandamentos e envia Seus profetas porque precisamos de limites para nossa própria felicidade. Porém, quando fechamos nossos ouvidos ao entendimento, quando limitamos nosso conhecimento acerca da vontade de Deus, então nos achamos no direito de fazer aquilo que bem entendermos. Somos tentados a pensar que tudo nos é permitido. Alguns ainda podem pensar: “Deus só leva em conta a sinceridade do meu coração. Deus não é um Deus de aparências”. Embora isto seja uma verdade, este pensamento levado por uma motivação equivocada, pode nos conduzir a um caminho pelo qual o Senhor não nos permitiu colocar nossos pés.

Outro ponto importante é que precisamos aprender a enxergar os temas da vida humana aos olhos de Deus e entender como Ele enxerga as coisas. Por isso, Deus deu à Sua igreja através dos séculos dons espirituais, dentre os quais destacamos o dom de profecia, para que possamos entender por onde devemos começar, aonde devemos chegar e em qual terreno não devemos colocar nossos pés.

O dom de profecia nos protege do afastamento de Deus. Como qualquer outro dom, o dom de profecia é um presente do Céu que Deus envia à Sua igreja como forma de protegê-la contra os enganos presentes dentro do contexto de Seu povo através dos Séculos.

Haja vista que “o propósito da profecia é dar testemunho de Jesus” (Apocalipse 19:10), cada vez que rejeitamos o dom de profecia manifesto no ministério de Seus profetas nos colocamos em posição de rebeldia contra Deus. A palavra do profeta está ligada diretamente com a voz de Deus e Sua vontade. Portanto, quando rejeitamos a palavra do profeta, na verdade, não a rejeitamos de fato, mas fazemos ainda pior, rejeitamos a mensagem que Deus enviou através do Seu servo, ou seja, rejeitamos a própria vontade revelada de Deus, Sua verdade.

Rejeitar a reprovação leva a perda da alma. Satanás atuará sobre mentes acostumadas a condescendência, sobre pessoas que sempre agiram ao seu bel prazer, sobre aqueles para quem qualquer conselho ou reprovação para mudar seus objetáveis traços de caráter é considerado uma crítica destrutiva aos que ata, restringe e lhes tira a liberdade de agir. O Senhor em grande misericórdia lhes enviou mensagem de advertência, mas eles não quiseram dar ouvidos à reprovação. Como o inimigo que se rebelou no Céu, eles não gostaram do que ouviram, não corrigiram o mal que haviam feito, mas se tornaram acusadores, declarando terem sido mal tratados e não terem recebido a devida consideração. Agora é o momento da prova, do teste, da avaliação. Aqueles que assim como Saul persistirem em fazer as coisas ao seu modo, sofrerão como ele a perda da honra e, finalmente, a perda da almaCarta 13, 1892; Comentário Adventista do Sétimo Dia, volume 3, página 1319.

Que neste momento em que estamos estudando tão solene assunto, ouçamos com atenção, reverência e humildade as advertências e ensinamentos que o Senhor deseja nos dar!

Tenho uma mensagem para os que estão com a responsabilidade de nossa obra. Não animeis os homens que devem empenhar-se neste trabalho a pensarem que devam proclamar a solene e sagrada mensagem em estilo teatral. Nem um jota nem um til de qualquer coisa teatral deve aparecer em nossa obra – Evangelismo, página 137.

O estilo teatral não combina com a obra que é “solene e sagrada”. Este não é um meio considerado por Deus como instrumento na obra de proclamação do evangelho. O estilo teatral não deve ser considerado como uma opção no evangelismo. Este ponto fica bastante claro conforme podemos observar no texto mencionado acima.

Conceitos Sobre o que Significa a Palavra Encenação

Segundo o Dicionário Escolar Michaelis, a palavra encenação significa:

En.ce.na.ção

(encernar+ação) sf 1. Montagem e execução de cena teatral ou cinematográfica 2. Fingimento

Agora observemos o que o mesmo dicionário nos diz a respeito do significado da palavra drama.

Conceitos Sobre Drama

Expressão usada para designar uma situação comovente, impactante, que causa comoção” – Dicionário Escolar Michaelis.

Um drama real é aquele que é comprovado por fatos, evidências. Um exemplo de drama real é o relato da vida, ministério, sofrimento, morte e ressureição de Cristo. Este relato é encontrado nas páginas do texto sagrado, na Bíblia, e pode ser lido nos evangelhos escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João.

Delicada e reverentemente, removeram eles do madeiro, com as próprias mãos, o corpo de Jesus. Corriam-lhes lágrimas de compaixão, ao contemplarem-Lhe o ferido e lacerado corpo. José possuía um sepulcro novo, talhado numa rocha. Reservava-o para si mesmo, mas ficava próximo do Calvário, e preparou-o então para Jesus. O corpo, com as especiarias trazidas por Nicodemos, foi cuidadosamente envolto num lençol de linho, e o Redentor levado à sepultura. Aí, os três discípulos compuseram-lhe os mutilados membros, e cruzaram-lhe as mãos feridas sobre o inanimado peito” – O Desejado de Todas as Nações, página 547.

O trecho acima descrito exemplifica um drama real. Cristo sofreu, teve Seu corpo dilacerado, viveu momentos de agonia e morreu. Nada disso foi invenção, tudo foi real.

Outro ponto importante de ser destacado, é que ao lermos o relato do sacrifício de Jesus presente nos evangelhos e também através dos Testemunhos escritos na forma de livros pela serva do Senhor, a sra. White, são instrumentos suficientes para que o Espírito Santo possa tocar nossos corações e sejamos comovidos pela história da cruz. Equivocadamente, igrejas evangélicas se utilizam dos artifícios das representações teatrais para causar impacto e comoção em sua audiência na ilusão de atrair mais pessoas para Cristo. Porém, ao longo deste artigo veremos que, na verdade, esta estratégia vem do inimigo de nossas almas para nos afastar do caminho da salvação. Através das encenações teatrais, Satanás se veste com formas angelicais para, com mais facilidade, nos enganar e seduzir.

E o drama teatral? Imagine que você abriu seu provedor de streaming e decidiu assistir ao filme “A Paixão de Cristo”. Nessa produção você vê aquele homem fingindo ser Jesus, vê outros homens fingindo ser soldados romanos que estão batendo de mentirinha naquele homem que finge ser Jesus. Isso é um drama teatral. Essas cenas são impactantes, comoventes, mexem com nossas emoções, porém as cenas que nossos olhos estão contemplando não estão acontecendo de verdade, tudo é mentira.

A obra teatral nada mais é que um fingimento a partir de um relato. Isso é teatro! Ler o relato bíblico é totalmente diferente de você ver uma pessoa encenando ser Jesus, fingindo ser alguém que não é nem nunca vai ser.

Quando se trata de encenação, a atenção, ou seja, o olhar é voltado para a obra humana. Quando lemos o relato bíblico a respeito da obra de Cristo, nosso olhar é voltado para Sua missão e Seu propósito em nos salvar. Entretanto, quando vemos um filme, por mais que aconteça tudo (ou grande parte) do que é narrado na Bíblia, o foco é voltado para o personagem. O que isso significa? Quando assistimos um filme ou uma encenação teatral nossa atenção é voltada quase que única e exclusivamente para a capacidade do indivíduo de interpretar ou, em outras palavras, de fingir e enganar, pois, como vimos, segundo a própria definição do Dicionário Escolar Michaelis, encenação é fingimento.

Há ainda outro aspecto importante que precisa ser mencionado a respeito do teatro e da utilização de filmes, séries e peças teatrais como ferramenta de evangelismo. Quando instituições religiosas incentivam o membro de igreja a participar de encenações teatrais das histórias bíblicas, sejam novelas, filmes, séries, desenhos ou peças teatrais, os organizadores dessas iniciativas estão, na verdade, decretando a morte espiritual dos envolvidos. Por que? Partindo da definição de encenação que, como vimos, seu significado é atribuído ao verbo fingir, temos que quando um cristão se dispõe a atuar como fazem os artistas da dramaturgia, é necessário haver simulação de emoções. O que isso significa? Significa fabricar um sentimento ou ação que não é real. Pode ser, por exemplo, um sentimento de alegria, tristeza, raiva, indignação ou mesmo o choro.

Imagine que uma determinada pessoa vai representar o papel de Maria Madalena em uma peça teatral. Como sabemos pelo relato bíblico, quando Maria Madalena foi até ao túmulo de Cristo e viu que seu Mestre não estava mais lá, chorou. O que vai acontecer com a pessoa que representou esse papel? Como qualquer participante de um trabalho teatral, essa pessoa irá interpretar de forma que sua representação seja o mais convincente possível com a realidade. Na encenação teatral a intenção é fazer com que aquele ato lúdico se transforme em uma cena realista. Como a cena descrita trata de uma emoção de tristeza e dor e que o que aconteceu com Maria Madalena na história real foi chorar diante do aparente desaparecimento do corpo de Jesus, então a atriz que interpretará o papel deverá manipular suas emoções, seu ser e todo seu organismo, para que as lágrimas apareçam e venha o choro.

Portanto, como o fato realmente não aconteceu com a atriz envolvida mas, sim, com a Maria Madalena, essa atriz produziu uma emoção falsa a fim de poder transformar uma cena lúdica em uma cena realista. Mas qual o problema de tudo isso? O problema ainda está no fato de que ao você controlar, ou, em outras palavras, fabricar suas emoções a fim de gerar comoção no público que está assistindo a cena, é pecado. Corrompe a imaginação e rebaixa a moral fabricar emoções, fingir e gerar propositalmente um sentimento para extrair daquele que está assistindo a cena uma reação induzida pela manifestação teatral, além de que é uma forma de praticar a mentira, o que, consequentemente, é transgressão da Lei de Deus. Mais para frente iremos compreender com mais profundade esse aspecto.

Assim sendo, diante do exposto, conseguimos entender que o inimigo se utiliza do artifício teatral para diminuir o poder do evangelho e nos induzir a transgredir os mandamentos de Deus que são santos e imutáveis.

A Pregação do Evangelho

O Teatro ajuda na pregação do evangelho? Veja qual é a instrução do Senhor à Sua igreja:

No início de meu trabalho, foi dada a mensagem de que todas as representações teatrais, em conexão com a pregação da verdade presente, fossem desaconselhadas e proibidas. Os homens que pensavam ter um admirável trabalho a fazer procuraram adotar uma estranha atitude e manifestavam esquisitices no movimento do corpo. Eis a instrução que me foi dada: “Não aproveis tal coisa”. Estas atitudes, com sabor teatral, não devem ocorrer na proclamação das solenes mensagens que nos foram confiadas – Evangelismo, página 137 e 138.

Tanto as manifestações exageradas com o corpo sobre o púlpito quanto as próprias encenações são proibidas por Deus na proclamação da verdade presente.

A obra nas grandas cidades deve ser feita segundo a ordem de Cristo, não segundo os métodos teatrais. Não é uma realização teatral que glorifica a Deus, mas a apresentação da verdade no amor de Cristo – Obreiros Evangélicos, página 356.

Você quer apresentar a mensagem de Deus ou está querendo exaltar artistas? Ou será que você está querendo provocar sentimento para que as pessoas permaneçam na igreja através da emoção e do sentimentalismo? Se você deseja proclamar a mensagem de Deus, use o método de Cristo, do contrário, a mensagem não será eficaz, ela dará errado. Agindo contra a vontade expressa da palavra de Deus, o Espírito Santo não poderá cooperar com esta obra e o evangelho perderá seu poder e eficácia.

Alguns pastores cometem o erro de pensar que o sucesso depende de arrastar uma grande congregação pelo aparato exterior, anunciando depois a mensagem da verdade em estilo teatral. Isso, porém é empregar fogo comum, em lugar de fogo sagrado ateado por DeusEvangelismo, página 136.

A mensagem de Cristo deve alcançar primeiro o lugar mais profundo de nossa alma, conforme lemos no texto sagrado:

Pois a palavra de Deus é viva e poderosa e mais cortante do que uma espada afiada dos dois lados, que penetra fundo a ponto de separar alma e espírito, juntas e medulas, pensamentos e desejos do coração, mostrando-nos como somos na realidadeHebreus 4:12.

A mensagem do evangelho é profunda, vai ao encontro das necessidades mais profundas do nosso ser. Muitas vezes é uma mensagem cortante que fere e machuca, mas para que sejamos salvos. Entretanto, se utilizando do aparato exterior, pessoas são induzidas a deixar seus sentimentos à flor da pele. Choram, se emocionam, riem, se alegram e se entristecem, enquanto contemplam uma “aparência de piedade” (2 Timóteo 3:5).

Em seus esforços para alcançar o povo, os mensageiros do Senhor não devem seguir as maneiras do mundo. Nas reuniões realizadas, não devem depender de cantores do mundo nem de exibições teatrais para despertar o interesse – Evangelismo, página 508.

Exibições teatrais são as maneiras que o mundo lança mão para poder alcançar as pessoas. Quando um filme é lançado e faz muito sucesso, sem demora vemos meninos e meninas, homens e mulheres copiando, imitando a maneira de falar e vestir dos seus personagens. Essa é a maneira que o mundo se utiliza para atrair as pessoas. Vamos usar os instrumentos de Satanás? Deus diz que Ele tem um jeito diferente, peculiar de atrair os Seus.

Conselhos Para Líderes de Escola Sabatina

Veríamos diferente estado de coisas se determinado número se consagrasse inteiramente a Deus, e então devotasse seus talentos à obra da Escola Sabatina, avançando sempre em conhecimento, educando-se para que pudessem instruir a outros quanto aos melhores métodos a serem empregados na obra; mas não devem os obreiros procurar métodos pelos quais ofereçam um espetáculo, consumindo tempo em representações teatrais e exibições de música, pois isto não beneficia a ninguém. Não é bom ensaiar crianças para que façam discursos em ocasiões especiais. Devem elas ser ganhas para Cristo, e em lugar de gastar tempo, dinheiro e esforço para encenação, que todo esforço seja feito a fim de preparar os molhos para a colheita – Fundamentos da Educação Cristã, página 253.

Um irmão pode indagar:

Então quer dizer que as crianças não podem encenar peças teatrais das histórias bíblicas, como a de Moisés, Davi e Golias?

Qual a ordem expressa do Senhor?

… Mas não devem os obreiros procurar métodos pelos quais ofereçam um espetáculo, consumindo tempo em representações teatrais … pois isto não beneficia a ninguém. … em lugar de gastar tempo, dinheiro e esforço para uma encenação, que todo esforço seja feito a fim de preparar os molhos para a colheita.

O Senhor diz que as representações teatrais não trazem benefício algum à obra de pregação do evangelho. Mas e quanto as encenações da Paixão de Cristo? Não devem mais ser encenadas? O Senhor diz que não!

Ainda há outro aspecto do texto muito importante que não pode passar despercebido. A sra. White diz que ” não devem os obreiros procurar métodos pelos quais ofereçam um espetáculo, consumindo tempo em representações teatrais e exibições de música, pois isto não beneficia a ninguém”. Percebam que, além das representações teatrais, ela ainda cita exibições musicais. Sendo assim, precisamos compreender a definição de tais exibições.

Devemos levar em consideração que a música foi criada por Deus com a única e exclusiva finalidade de adoração. Não há nada de errado em utilizarmos a música como ferramenta para prestar um culto de louvor a Deus, por exemplo. Porém, ela não deve ser usada como um fim em si mesma. O que isso quer dizer? Imaginemos que em determinada igreja “X” um grupo de louvor é convidado para cantar músicas que expressem através de notas musicais as verdades que serão pregadas pelo pregador. Percebam que aqui a música é utilizada como ferramenta para dar sentido e embasamento à mensagem. Porém, na igreja “Y” outro grupo de louvor é convidado para um culto de louvor, entretanto, neste caso, o grupo vai para se apresentar. Não há mensagem, nem pregação, nem as Bíblias são consultadas, o objetivo é pura e simplesmente assistir a apresentação do grupo.

Notem que aqui foram dados dois exemplos distintos. No primeiro caso, a música como ferramenta de evangelismo, no segundo como apresentação musical destituída de pregação, o que confere ao último caso conotação de exibição musical. Em outras palavras, um espetáculo voltado para apreciação da obra humana, onde a adoração a Deus fica em segundo plano.

Pode, porém, surgir o questionamento:

A música não é a Palavra de Deus cantada?

Devemos entender que a finalidade da música é levar o crente para a Palavra de Deus e adoração ao Criador de todas as coisas, sejam elas animadas ou inanimadas. Quando estamos em um local em que a exibição nos leva a olhar apenas para aquilo que as mãos humanas produziram, corremos o sério risco de incorrer em idolatria. Em tudo o que fizermos, em todas as programações que forem executadas, nossos pensamentos e olhar devem ser sempre conduzidos a meditação, estudo e compreensão da Palavra de Deus. Não é por acaso que a sra White, mediante instrução do Espírito Santo, colocou em uma mesma sentença representações teatrais e exibições musicais, pois ambas tendem a glorificar o homem e não a Deus.

Querido(a) leitor(a), a ordem é clara, porém de que lado nos colocaremos? Ao lado de um claro “assim diz o Senhor” ou ao lado do “assim eu digo”? Cabe a cada um decidir.

O Aprendizado e a Obra

Para defender a utilização de representações teatrais dentro da obra de pregação do evangelho, alguns argumentam que o ser humano aprende mais se forem empregados meios audiovisuais e, pensam, que dessa forma poderão alcançar muitas almas para Jesus e, colocando-se em um lugar em que Deus não os chamou para ocupar, audaciosamente afirmam que Deus jamais desaprovaria tal iniciativa.

Vejamos, porém, qual foi a mensagem do Senhor enviada à Sua serva:

Ele [um pastor] deve cortar de suas reuniões tudo quanto tenha semelhança com exibições teatrais; pois tais aparências exteriores não dão nenhuma força à mensagem que ele anunciaEvangelismo, página 501.

Qual foi a mensagem? Será mesmo que “exibições teatrais” fortalecem mais a obra? Fazem com que as pessoas aprendam mais? A resposta é um claro não! Exibições teatrais não fortalecem a mensagem, pelo contrário, estragam tudo! Se queremos realmente levar a mensagem de salvação ao mundo, não devemos jamais utilizar métodos teatrais. Deus o disse! A mensagem é dEle, não nossa. Somos meros instrumento em Suas mãos. Ele nos disse o que podemos ou não fazer. Esses são os limites de Deus e é nosso dever obedecê-los.

Não haja exibição teatral, pois isto não ajuda a fortalecer na Palavra de Deus. Antes distrairá a atenção para o instrumento humano – Carta 352, 1908; Mensagens Escolhidas, Volume 2, página 24.

Nosso olhar é voltado para o instrumento humano, ou seja, a motivação é voltada para a qualidade da representação que está sendo feita e não para Cristo que deveria ser o único e supremo objeto de nossa contemplação. Dessa forma, quando nossa atenção é voltada para o ser humano, a mensagem fica vaga e perde seu poder regenerador, restaurador, transformador. A Palavra Viva se torna morta mediante nossa desobediência.

Não permitais que haja qualquer coisa de natureza teatral, pois isto prejudicaria a santidade da obra – Evangelismo, página 137.

A palavra permitais neste contexto é significativa, pois aqui ela quer dizer que temos a responsabilidade sobre aquilo que iremos permitir ou aceitar. Portanto, se tomarmos a postura contrária com relação àquilo que é claramente revelado nos Testemunhos, seremos responsáveis pelas almas que perecerão por conta do mau uso que fizemos de nosso livre-arbítrio.

Outro ponto muito importante que deve ser levado em consideração é o fato de que as exibições teatrais não somente comprometem o entendimento do poder do evangelho para nossa salvação, mas prejudicam a santidade da obra. Observem: compromete a santidade da obra. Quando falamos de santidade, inevitavelmente nos remetemos à palavra santificação. Mas o que isso realmente significa?

Quanto mais perto você estiver de Jesus, mais cheio de faltas se sentirá, pois sua visão ficará mais clara, e suas imperfeições serão vistas em amplo e distinto contraste com a natureza perfeita de Cristo. Isso é a prova de que os enganos de Satanás perderam seu poder e que a influência vivificante do Espírito de Deus está lhe despertandoCaminho a Cristo, p. 64.

Deste modo, santidade ou santificação significa ser semelhante a Cristo; significa pertencer a Jesus e viver como filho de Deus, em amorosa obediência e compromisso, sendo cada vez mais amoldados à Sua semelhança.

Satanás, nos tempos de Cristo, usou vários argumentos entre os fariseus e saduceus, desviando a mente deles para pontos divergentes. Como assim? Uns criam na ressurreição e outros não, por exemplo. Tudo isso para lhes desviar a compreensão do evangelho de Cristo.

Ainda hoje tem adotado a mesma estratégia de perversão das faculdades intelectuais humanas, desviando nossa atenção para que não sejamos santificados na verdade. Ele utiliza o teatro para que a voz do Espírito Santo se torne cada vez mais abafada e a exaltação do instrumento humano mais evidente. E assim, ele faz com que não sejamos santificados, e sem santificação jamais veremos a Deus (Hebreus 12:14).

Homens e mulheres judiciosos podem ver que as representações teatrais não estão em harmonia com a solene mensagem que tendes a apresentarCarta 190, 1902; Evangelismo, página 127.

Judiciosos significa que esses homens e mulheres tem juízo, ou seja, possuem discernimento suficiente para distinguirem a verdade do engano.

Não devem os pastores pregar opiniões de homens, não devem contar anedotas nem encenar representações teatrais – Evangelismo, página 207.

A advertência que encontramos neste texto é tão clara quanto água cristalina! Não devemos dar valor às opiniões de homens, sejam eles teologos, filósofos, doutores ou pós-doutores. Nossa atenção deve sempre se voltar para a autoridade da Palavra de Deus. Sem anedotas para fazer a congregação rir durante o momento solene de culto nem utilizar representações teatrais, eis a ordem do Senhor!

As lições dadas a nossa juventude por professores cristãos amantes do mundo estão fazendo um grande mal. As reuniões festivas, as glutonarias, as loterias, as cenas mudas e representações teatrais estão fazendo um trabalho que produzirá um registro com seu fardo de resultados para o juízoNo Deserto da Tentação, página 82.

Tudo está sendo anotado e podemos até dizer, com base no que acabamos de ler, que não se utilizar de representações teatrais na obra do evangelho é ponto de salvação.

Temos que nos manter tão afastados do que seja teatral e extraordinário, como Cristo se manteve em Sua obra Evangelismo, página 396.

Cristo é nosso exemplo. Jesus sabe o que é viver sem pecar. Nós sabemos como tudo dá errado e Cristo nos mostra, através de Sua vida, como tudo pode dar certo. Por isso, sem reservas, sigamos Seu exemplo.

Estamos lidando com assuntos que envolvem interesses eternos, e não devemos em coisa alguma imitar o mundo. Temos que seguir de perto os passos de Cristo. … Nosso bom êxito dependerá de realizarmos a obra com a simplicidade com que Cristo a realizou, sem nenhuma demonstração teatralEvangelismo, página 139.

Nem uma, nem duas, mas nenhuma demonstração teatral. Não é necessário ler o livro todo para compreendermos que a mensagem de Deus para sua Igreja é: nenhuma representação teatral deve estar envolvida na obra. O contexto está implícito nesta declaração. É fácil para nós notarmos qual mensagem a serva do Senhor estava querendo passar. Portanto, a questão aqui novamente é: aceitaremos tamanha repreensão?

Entre as casas de diversões a mais perigosa é o teatro. Em lugar de ser uma escola de moralidade e virtude, como costuma ser chamada, é ele justamente o viveiro da imoralidade. Os hábitos viciosos e as tendências pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. As cantigas baixas, os gestos, expressões e atitudes indecentes corrompem a imaginação e rebaixam a moral. Todo jovem que assiste habitualmente a tais exibições será corrompido em princípio. Não existe em nosso país influência mais poderosa para corromper a imaginação, destruir as impressões religiosas e enfraquecer o gosto pelos prazeres tranquilos e as sóbrias realidade da vida, do que as diversões teatrais. O gosto por estas cenas aumenta em cada transigência, assim como o desejo para com as bebidas intoxicantes se fortalece com seu usoConselhos Sobre Educação, página 57.

Dentro das casas de teatro (ou, ampliando mais nosso espectro de visão, nos cinemas e nas plataformas de streaming, como a Netflix), são fortalecidos hábitos viciosos e tendências pecaminosas. “As cantigas baixas, os gestos, expressões e atitudes indecentes corrompem e rebaixam a moral”. Por que? Quando estamos diante da cena de um filme, por melhor que ele seja, por maior que seja os “bons princípios” que procure transmitir, dentre seus personagens haverá sempre o “bonzinho” que aparece dando conselhos morais e o vilão que fará coisas que irão impressionar nossas mentes. Talvez você nunca tenha pensado em fazer as coisas que esse vilão faz, mas a partir do momento em que parar para assistir as cenas de um filme, o mal será refletido como se estivéssemos realmente vivendo aquele momento. Isso rebaixa a moral!

O que temos visto entre os jovens que se colocam sob a influência de filmes e séries? As moças, principalmente, tem a ilusão de que quando se casarem terão aquele amor profundo que ela viu no filme. Ela deseja ter um homem como o que ela viu na história. Por outro lado, há aquelas que veem uma cena de discussão entre um casal em um filme ou série e são malignamente levadas a pensar de forma femininista que “todo homem é igual” ou “todo homem não presta”. Assistir a essas cenas, portanto, rebaixa o pensamento dessas moças sem que elas se deem conta do grande erro que estão cometendo. A partir de cenas assim, são instigadas a pensar mal de seu companheiro, seja ele marido ou namorado. As cenas de filmes agem como se fossem substâncias tóxicas, à semelhança do álcool, contaminando o canal pelo qual Deus se comunica conosco, através de nossa mente. Essa é a obra do inimigo, fazer com que nossa mente fique tão embotada a ponto de não termos a capacidade de discernirmos a voz de Deus. Deixaremos que ganhe o terreno que não lhe pertence?

A ingestão de bebidas alcoólicas, o fumar e jogar, as corridas de cavalos, o ato de ir ao teatro, a grande importância atribuídas aos feriados – tudo isso é uma espécie de idolatria, um sacrifício sobre o altar dos ídolosFundamentos da Educação Cristã, página 312.

O segundo mandamento do Decálogo nos diz:

Não creia nem adore outros deuses, além de mimÊxodo 20:3.

Diante disso, será que podemos crer que assistir filmes, seja aonde for, não é transgressão da sagrada Lei de Deus?

Não podemos andar nas ruas de nossas cidades sem encontrar chocantes notícias de crimes que serão contados e recontados nos romances e no teatro. A mente é educada para familiarizar-se com o pecado. A conduta seguida pelos baixos e vis é mantida diante do povo pelos periódicos do dia e tudo que pode despertar a paixão é posto diante deles em histórias agitadasO Lar Adventista, página 406.

Histórias agitadas, crimes contados e recontados. Não é exatamente isso que vemos nos filmes? Por que quando ouvimos notícias a respeito de homicídios não nos espantamos mais? Porque já estamos acostumados com o pecado devido ao que temos visto nas telas do cinema. Estamos familiarizados com o pecado. A crueldade está diante dos nossos olhos o tempo todo e nós achamos isso normal. Não ficamos espantados nem horrorizados quando sabemos que um casal se divorciou. Nosso entendimento está poluído pelas cenas que temos visto e revisto. Nossa moral está rebaixada. Ninguém mais se escandaliza com as maldades que são praticadas em nosso mundo. Todo nós estamos familiarizados com o pecado.

Significado da Palavra Ficção

Segundo o Dicionário Escolar Michaelis, ficção significa:

Fic.ção

(lat fictione) sf 1. Ato ou efeito de fingir 2. Simulação 3. Arte de imaginar 4. Coisas imaginárias

Podemos admitir que o teatro pode ser uma encenação que é feita a partir de um relato verídico, porém, a ficção vai além disso. A ficção é algo que nunca aconteceu. Uma “guerra nas estrelas”, por exemplo. É algo imaginário. Aquilo que acontece em determinado filme é algo imaginário. Foi criado a partir da imaginação doentia de alguém e as pessoas estão se alimentando disso.

As novelas de amor e histórias frívolas e provocantes constituem outra espécie de livros que são uma maldição para todo leitor. Pode o autor inserir um bom conceito moral, entremear a sua obra de sentimentos religiosos; não obstante, em muitos casos, Satanás não fica senão disfarçado com vestes angélicas, a fim de com mais facilidade enganar e seduzir. Em grande medida a mente é influenciada pelas coisas de que se nutre. Os leitores de histórias frívolas ou provocantes ficam incapacitados para o cumprimento dos deveres que lhes incumbem. Vivem vida irreal, e não têm o desejo de examinar as Escrituras para nutrir-se do maná celestial. Debilita-se-lhes a mente e perdem a faculdade de considerar o grandes problemas do dever e do destinoTestemunhos Seletos, volume 3, página 165.

Embora no texto acima a irmã White fale apenas de livros, devemos dar um passo à frente. Sabemos que nos tempos da irmã White não existiam filmes como os que vemos hoje. Devemos incluir a tecnologia, tão atual em nossos dias, nesta advertência.

Diante do que foi exposto, podemos perceber claramente que a exposição a cenas frívolas e provocantes, ou mesmo com toque de sentimentalismo religioso, tendem a enfraquecer e deturpar nossa moralidade e desejo de santificação pelo Espírito Santo através da Palavra de Deus.

As doenças mentais têm sido vistas como o “mal do século”. Isso porque muitos têm comparado suas próprias vidas com coisas que não são reais. Satanás tem se aproveitado disso para nos destruir e tirar a vida eterna de nós.

Mesmo os filmes (e aqui podemos incluir também desenhos bíblicos infantis) que são entremeados com sentimentos religiosos podem esconder ciladas astuciosas do inimigo para nos confundir e seduzir e nos colocar bem longe do caminho da salvação.

Muitos, porém, podem pensar:

Mas o filme é da igreja! Que mal pode haver nisso? Imagine quantas pessoas poderão ser levadas à Jesus através desta mensagem!

Como já exposto no início deste artigo, não estamos aqui para lhes impor nossa própria vontade, ao contrário, estamos aqui para lhes mostrar a vontade revelada do Senhor a respeito do tema. E se, de fato, queremos servir ao Senhor, devemos ser obedientes e fieis quanto aos Seus ensinos a respeito deste assunto. A advertência é clara!

Vejamos novamente:

Pode o autor inserir um bom conceito moral, e entremear a sua obra de sentimentos religiosos; não obstante, em muitos casos, Satanás não fica senão disfarçado com vestes angélicas, a fim de com mais facilidade enganar e seduzir.

Quando o Senhor diz “não”, é não. Devemos tão somente obedecê-Lo sem dar espaço para questionamentos. Percebam: a mensagem pode estar em aparente conformidade com os ensinamentos bíblicos, porém, Satanás está por trás disso.

Aos que anseiam por essas diversões, respondemos: Não podemos condescender com elas em nome de Jesus de Nazaré! A bênção de Deus não poderia ser invocada sobre o tempo gasto no teatro ou na dança. Nenhum cristão desejaria enfrentar a morte em tal lugar. Ninguém desejaria aí ser encontrado quando Cristo vier. – Review and Herald, 28 de fevereiro de 1882; O Lar Adventista, página 515.

Qual é a vontade de Deus, afinal?

Conseguimos entender mediante explanação do Espírito de Deus através dos Testemunhos que a vontade de Deus não é que usemos de representações teatrais (seja participar delas ou assisti-las em forma de filmes evangélicos, novelas evangélicas, séries evangélicas ou desenhos bíblicos) na proclamação da verdade presente. Agora, porém, chegou o momento de sabermos e entendermos o que Ele deseja que façamos e quais instrumentos deseja que usemos para que a proclamação desta mensagem seja feita de modo eficaz.

Mediante o emprego de cartazes, símbolos e ilustrações de várias espécies, o pastor pode fazer a verdade destacar-se clara e distintamente. Isso é um auxílio e está em harmonia com a Palavra de DeusObreiros Evangélicos, página 355.

Deus mesmo, porém, empregou figuras e símbolos para apresentar aos Seus profetas lições que queria que eles transmitissem ao povo…Mensagens Escolhidas, volume 2, página 319.

A única esperança para os bêbados, bem como para o homem temperante, é a total abstinência. A mesma regra se aplica ao amante da ficção. Sua única esperança é a total abstinênciaCiência do Bom Viver, página 446.

Evitai ler e ver coisas que sugiram pensamentos impuros. Cultivai as faculdades mentais e intelectuaisTestimonies, volume 2, página 410; Mente, Caráter e Personalidade, volume 1, página 229.

Deus deu ao Seu povo a mais preciosa literatura. Que a Palavra de Deus encontre um lugar em cada compartimento da casa. Guardai a Bíblia, o pão da vida, bem à vista. Que o dinheiro gasto em revistas, em vez disso seja empregado em publicações que contenham a verdade presente, e tenham elas um lugar preeminente no lar. Com toda a segurança, estas podem ser apresentadas às crianças e aos jovens. As novelas não devem entrar nos lares dos que creem em Cristo. Não apresenteis aos jovens aquilo que é representado como madeira, feno ou palha, porque isto envenenará o apetite por aquilo que representa o ouro, a prata e as pedras preciosas. A inclinação para a leitura barata e vã deve ser estritamente combatidaManuscrito 53, 1911; Minha Consagração Hoje [MM 1953], página 89.

A leitura da Palavra de Deus não fascina a imaginação e inflama as paixões, como as ficções de um romance, mas abranda e suaviza o coração, eleva e santifica as afeiçõesManuscrito 93; MM Nossa Alta Vocação, 1962, página 273.

Pais e mães, obtende todo auxílio que puderdes, mediante o estudo de vossos livros e publicações. Tomai tempo para ler a vossos filhos. … Formai um círculo familiar de leitura, e, cada membro da família, pondo de lado as preocupações do dia, una-se no estudo. Especialmente receberá benefício, unindo-se nesse estudo familiar à noite, o jovem que se tenha acostumado a ler novelas e livros de histórias baratasConselhos Aos Pais, Professores e Estudantes, página 138; Orientação da Criança, página 38.

A Igreja Está Se Preparando?

A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens qe permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céusEducação, página 57.

Lembrem-se: o que Deus quer de nós é obediência, estrita obediência a Sua Palavra. Ele é o nosso Deus, somos dEle pela criação e pela redenção. É digno de receber nossa honra, louvor e obediência. Isso nós poderemos Lhe oferecer se estivermos nos preparando para estar de pé no grande Dia do Senhor. Porém, se estivermos brincando de ser cristãos, se quisermos ir após homens e não após Deus, iremos aceitar artigos, postagens e o que vier de homens que adoram o intelecto para poder abafar a consciência que fora despertada, enganando-nos a nós mesmos.

Deus se desagrada de nós quando assistimos ao erro sem a isso ser obrigados, pois, a menos que Ele nos envie a essas reuniões onde o erro é inculcado ao povo pelo poder da vontade, Ele não nos guardará. Os anjos cessam seu vigilantes cuidados sobre nós, e somos deixados aos açoites do inimigo, deixados a ser entenebrecidos e debilitados por ele e pelo poder dos seus anjos maus; e a luz ao nossa redor ficará contaminada com as trevas – Primeiros Escritos, página 125.

Muitos irão dizer que esse texto não tem a ver com o que estamos abordando neste artigo, já que seu contexto não menciona nada a respeito de histórias frívolas, novelas e representações teatrais. Porém, o que quero que o caro leitor compreenda é o princípio que está contido nas palavras inspiradas da sra White. De forma nenhuma somos chamados por Deus a permanecer em um lugar onde se ensine o erro. Ao contrário, o Senhor nos diz que, no lugar onde há o erro, dali devemos nos retirar imediatamente. Outrossim, Ele não poderá cooperar conosco.

Portanto, se você descobriu que algo está errado em sua vida; ou descobriu que algo que está fazendo está desagradando a Deus, pare onde você está e se arrependa! Não fique achando que você já foi longe demais e não pode voltar atrás, de que tem de ir até as últimas consequências de seus atos. Pare agora mesmo onde você está! Volte para que não incorra no desagrado do Senhor.

Se Deus aborrece um pecado mais do que outro, do qual Seu povo é culpado, é o de nada fazer no caso de uma emergência. Indiferença e neutralidade numa crise religiosa são consideradas por Deus como um crime grave e igual ao pior tipo de hostilidade contra DeusTestimonies, volume 3, página 280.

Que todo aquele que pode ouvir ouça o que o Espírito está dizendo às igrejasApocalipse 2:29.

Qual é a História Por Trás da Árvore de Natal?

Para muitos, é impensável celebrar o Natal sem uma bela árvore sempre verde na sala de estar decorada com ornamentos brilhantes e presentes embrulhados. Como a maioria das tradições de Natal, incluindo a celebração do próprio Natal, a origem da árvore de Natal pode ser atribuída às tradições pagãs. De fato, não fosse a rainha Victória, a monarca mais poderosa de sua época, as árvores decoradas poderiam ter permanecido um costume obscuro que apenas alguns países germânicos e eslavos praticavam. (A primeira Árvore de Natal)

Aqui está uma lenda, da Alemanha, sobre como a Árvore de Natal surgiu:

Uma vez, numa noite fria de véspera de Natal, um guarda florestal e sua família estavam em sua cabana reunidos em volta da fogueira para se aquecer. De repente, houve uma batida na porta. Quando o guarda florestal abriu a porta, encontrou um menino pobre parado no degrau da porta, perdido e sozinho. O guarda florestal o recebeu em sua casa e a família o alimentou e lavou e o colocou na cama dos filhos mais novos (ele teve que compartilhar com seu irmão naquela noite!). Na manhã seguinte, na manhã de Natal, a família foi acordada por um coro de anjos, e o pobre menino havia se transformado em Jesus, o Menino Jesus. O Menino Jesus foi ao jardim da frente da casa e quebrou um galho de uma árvore e deu-o à família como presente para agradecer por cuidar dele. Então, desde então, as pessoas se lembram daquela noite trazendo uma árvore de Natal para suas casas! – Lendas das Primeiras Árvores de Natal.

Muito antes do advento do cristianismo, plantas e árvores que permaneciam verdes o ano todo tinham um significado especial para as pessoas no inverno. Assim como as pessoas hoje decoram suas casas durante a estação festiva com pinheiros, os povos antigos penduravam galhos sempre verdes sobre suas portas e janelas. Em muitos países, acreditava-se que as árvores afastariam bruxas, fantasmas, espíritos malignos e doenças. (Folclore de Plantas: Mitos, Magia e Superstição).

Antes da introdução do cristianismo, as pessoas no Hemisfério Norte usavam plantas sempre-verdes para decorar suas casas, principalmente as portas, para celebrar o Solstício de Inverno. Em 21 ou 22 de dezembro, o dia é o mais curto e a noite é a mais longa. Tradicionalmente, essa época do ano é vista como o retorno em força do deus do sol que havia sido enfraquecido durante o inverno – e as plantas sempre-verdes serviam como um lembrete de que o deus brilhava novamente e que o verão era esperado. (Tradições fascinantes do solstício de inverno em todo o mundo | Reader’s Digest).

Os egípcios costumavam decorar os templos dedicados a Ra, o deus do sol, com palmeiras verdes durante o Solstício de Inverno (Astronomia Egípcia Antiga).

Cinco mil anos atrás, os antigos egípcios celebravam o solstício e o renascimento do sol. Eles definem a duração do festival em 12 dias (Os 12 dias do Natal), para refletir as 12 divisões em seu calendário solar. Os egípcios encheram suas casas com juncos verdes de palma em homenagem ao deus Ra, (que tinha a cabeça de um falcão e usava o sol como uma coroa), além de celebrar o nascimento de Hórus (filho de Ísis, divina mãe-deusa). Palmas com 12 brotos simbolizavam o ano completo, pois pensava-se que uma palma produzia um broto a cada mês. 

Esse conceito estruturou as celebrações de muitas outras culturas. No segundo Concílio de Tours, em 567 DC, os cristãos o adotaram. Os líderes da Igreja proclamaram os 12 dias, de 25 de dezembro à Epifania (6 de janeiro), como um período sagrado e festivo.

Leituras Sugeridas: 

No norte da Europa, os celtas decoravam seus templos druídicos com galhos sempre verdes, o que significava vida eterna. Os druidas acreditavam que as sempre-vivas manteriam espíritos e fantasmas malignos, e o mal na forma de doenças fora de casa. Por esse motivo, os galhos sempre verdes eram cortados e pendurados nas portas e dentro de casa. O verde dos galhos ajudou as pessoas a atravessar o longo inverno, tendo esperança no calor e nos alimentos que chegariam na primavera.

Mais ao norte, os vikings pensavam que as sempre-vivas eram as plantas de Balder, o deus da luz e da paz. A árvore sempre-verde era uma fonte de esperança e conforto, sobrevivendo a invernos rigorosos e continuando a crescer e prosperar.

Os romanos antigos marcaram o Solstício de Inverno com um banquete chamado Saturnalia, oferecido em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Como os celtas e os vikings, as casas e os templos eram decorados com galhos sempre verdes.

A bela estrela de Ísis, Sirius (Sopdet em egípcio, Sothis em grego) está diretamente acima no Ano Novo (Meus dias Epigomenais; Ísis e o Solstício de Inverno).

Leituras Sugeridas: 

Saturnália foi a celebração mais importante na vida romana. Foi uma celebração sem lei de uma semana, realizada entre 17 e 25 de dezembro, na qual ninguém poderia ser processado por ferir ou matar pessoas, estuprar, roubar – qualquer coisa geralmente contra a lei. Originou-se como um festival de agricultores para marcar o final da temporada de plantio de outono em homenagem a Saturno (satus significa semear). Inúmeros sítios arqueológicos da província costeira romana de Constantino, agora na Argélia, demonstram que o culto a Saturno sobreviveu até o início do século III dC.

O poeta do século I dC, Gaius Valerius Catullus, descreveu Saturnália como “o melhor dos tempos”: os códigos de vestimenta eram relaxados, trocavam-se pequenos presentes como bonecas, velas e pássaros enjaulados. 

Leituras Sugerida:

Saturnália viu a inversão de papéis sociais. Esperava-se que os ricos pagassem o aluguel do mês para aqueles que não podiam pagar, senhores e escravos para trocar de roupa. As famílias da família jogaram dados para determinar quem se tornaria o monarca temporário de Saturnal (Io, Saturnália! Celebrando o Deus Romano Saturno). O poeta Lucian de Samosata (120-180 dC) faz com que o deus Cronos (Saturno) diga em seu poema Saturnalia:

Durante a minha semana, o sério é barrado: nenhum negócio é permitido. Beber e ficar bêbado, barulho e jogos de dados, nomeação de reis e banquete de escravos, cantando nu, batendo palmas … um ocasional golpe de rostos rolhados na água gelada – são essas as funções que presido. (Saturnalia de Lucian: Reescrevendo os Nomoi Literários).

Soa familiar? Nos primeiros dias do cristianismo, o primeiro dia de Saturnália foi marcado pelos primeiros romanos cristãos no poder para se aproximarem dos pagãos, apesar de estudiosos afirmarem que Jesus nasceu nove meses depois. Foi uma manobra política inteligente, dizem alguns, que com o tempo transformou Saturnalia de uma maratona de liceniosidade de uma semana em celebração do nascimento de Cristo.

Os cristãos orientais, aqueles cujas tradições de crença e adoração se desenvolveram no Oriente Médio, Europa Oriental e norte da África, foram os primeiros a honrar Adão e Eva como santos. Seu culto se espalhou das terras do leste para a Europa ocidental durante a Idade Média, tornando-se bastante popular na Europa no ano 1000. Embora a Igreja Católica Romana nunca tenha adotado formalmente o par como santos, ela não se opôs à sua veneração. 

Leitura Sugerida:

A Árvore do Paraíso foi uma das mais populares peças de mistério medieval (Adão, Eva e a Árvore do Paraíso).

A comemoração da vida de Adão e Eva em 24 de dezembro promoveu a comparação de Adão e Eva com Jesus e a Virgem Maria. Os teólogos medievais gostavam de fazer essas comparações, cujo objetivo era revelar como Jesus e Maria, através de sua obediência à vontade de Deus, resgataram a humanidade das conseqüências da desobediência de Adão e Eva. 

Não era raro ver grandes peças sendo realizadas ao ar livre durante os dias de Adão e Eva, que contavam a história da criação. Como parte da apresentação, o Jardim do Éden foi simbolizado por uma “árvore do paraíso”, pendurada com frutas. O clero baniu essas práticas da vida pública, considerando-as atos de paganismo. Assim, alguns coletaram galhos ou árvores sempre-verdes e os trouxeram para suas casas, em segredo.

Essas sempre-vivas eram inicialmente chamadas de “árvores do paraíso” e eram frequentemente acompanhadas por pirâmides de madeira feitas de galhos unidos por uma corda. Nessas pirâmides, algumas famílias prendiam e acendiam velas, uma para cada membro da família. Esses foram os precursores das modernas luzes e ornamentos das árvores de Natal, além de comestíveis, como pão de gengibre e maçãs cobertas de ouro.

Uma história diz que São Bonifácio de Crediton (uma vila em Devon, Reino Unido) deixou a Inglaterra e viajou para a Alemanha para pregar às tribos pagãs da Alemanha e convertê-las ao cristianismo. Dizem que ele se deparou com um grupo de pagãos prestes a sacrificar um garoto enquanto adorava um carvalho. Com raiva, e para impedir o sacrifício, diz-se que São Bonifácio cortou o carvalho e, para sua surpresa, um pequeno graveto brotou das raízes do carvalho. São Bonifácio tomou isso como um sinal da fé cristã e seus seguidores decoraram a árvore com velas para que São Bonifácio pudesse pregar aos pagãos à noite (São Bonifácio)

Leitura Sugerida:
São Adão e Santa Eva (Primeira Era do Mundo)

Bonifácio corta uma árvore de culto em Hessen, gravada por
Bernhard Rode, 1781 (Domínio Público)

Bonifácio usou a forma da árvore – um triângulo – para representar a Trindade. Segundo algumas fontes, Bonifácio pendurou a árvore de cabeça para baixo.

Bonifácio não é a única teoria para a origem das árvores de Natal invertidas: Outro diz que uma árvore invertida é uma tradição da Europa Central e Oriental que remonta ao século XII.  Mas, de acordo com o Polish Art Center, antes de as árvores de Natal se tornarem populares na Polônia em 1900, não era uma árvore inteira, mas a ponta de uma árvore ou um galho pendurado nas vigas apontando para baixo, geralmente em direção a a mesa de jantar. 

Leituras Sugeridas:

No entanto, existe um precedente histórico para pendurar árvores inteiras no teto. Em seu livro Inventando a Árvore de Natal , Bernd Brunner inclui uma ilustração de uma árvore pendurada do século XIX. Mas está pendurado com o tronco voltado para o chão, não de cabeça para baixo com a ponta voltada para o chão. “Nas pequenas salas comuns das classes mais baixas”, explica Brenner, “simplesmente não havia espaço para uma árvore no chão”. 

Enquanto muitas culturas antigas usavam sempre-vivas na época do Natal, registros históricos sugerem que a tradição das árvores de Natal foi iniciada no século 16 pelos alemães que decoravam árvores em suas casas.

O primeiro uso documentado de uma árvore durante as celebrações de Natal e Ano Novo é discutido entre as cidades de Tallinn, na Estônia, e Riga, na Letônia. Ambos afirmam ter as primeiras árvores; Tallinn em 1441 e Riga em 1510. Ambas as árvores foram erguidas pela ‘Brotherhood of Blackheads’, que era uma associação de comerciantes locais solteiros, armadores e estrangeiros na Livônia (que hoje é a Estônia e a Letônia). 

Pouco se sabe sobre qualquer uma das árvores, exceto as que foram colocadas na praça da cidade, dançadas pela Irmandade dos Cravos e depois incendiadas. Isso é como o costume do Yule Log. A palavra usada para a ‘árvore’ também pode significar um mastro ou mastro; a árvore pode ter sido como uma ‘Árvore do Paraíso’ ou um candelabro de madeira em forma de árvore, em vez de uma árvore ‘real’.

Leituras Sugeridas:

A Árvore de Natal de Originou na Alemanha Renascentista?

Alguns dizem que o primeiro a acender uma vela no topo de uma árvore de Natal foi Martinho LuteroDiz a lenda que, tarde da noite na época do Natal, Lutero estava caminhando para casa pela floresta quando foi atingido pela beleza inocente da luz das estrelas brilhando através dos pinheiros. Querendo compartilhar essa experiência com sua família, Martinho Lutero cortou um pedaço de uma árvore e levou para casa. Ele colocou uma pequena vela nos galhos para simbolizar o céu de Natal.

O certo é que, em 1605, as árvores de Natal eram uma coisa, pois naquele ano os registros históricos sugeriam que os habitantes de Strasburg instalavam pinheiros nos salões … e penduravam rosas recortadas em papel colorido, maçãs, bolachas, folha de ouro, doces, etc.

Durante esses primeiros dias da árvore de Natal, muitos estadistas e membros do clero condenaram seu uso como uma celebração de Cristo. O ministro luterano Johann von Dannhauer, por exemplo, reclamou que o símbolo distraía as pessoas da verdadeira árvore perene, Jesus Cristo. Os puritanos ingleses condenaram uma série de costumes associados ao Natal, como o uso do tronco de Yule, azevinho e visco. Oliver Cromwell, o influente político britânico do século XVII, pregou contra as “tradições pagãs” das canções de Natal, árvores decoradas e qualquer expressão alegre que profanou “esse evento sagrado”. 

A maioria dos americanos do século XIX achou as árvores de Natal uma esquisitice. O primeiro registro de um deles em exibição foi na década de 1830 pelos colonos alemães da Pensilvânia, embora as árvores tivessem sido uma tradição em muitos lares alemães muito antes. Os assentamentos alemães da Pensilvânia tinham árvores comunitárias desde 1747. Mas, no final da década de 1840, as árvores de Natal eram vistas como símbolos pagãos e não aceitas pela maioria dos americanos.

Em 1659, o Tribunal Geral de Massachusetts promulgou uma lei que considerava ofensa a observância de 25 de dezembro (exceto serviço da igreja); as pessoas foram multadas por pendurar decorações. Essa solenidade severa continuou até o século 19, quando o influxo de imigrantes alemães e irlandeses minou o legado puritano.

Não foi até a época da rainha Victoria que celebrar o Natal carregando presentes ao redor de um abeto se tornou um costume mundial. Em 1846, a rainha Victoria e seu marido alemão Albert foram esboçados no jornal Illustrated London News com seus filhos em torno de uma árvore de Natal no castelo de Windsor. Os imigrantes alemães trouxeram o costume das árvores de Natal para a Grã-Bretanha com eles no início de 1800, mas a prática não pegou com os habitantes locais. Depois que a rainha Victoria, uma monarca extremamente popular, começou a celebrar o Natal com pinheiros e presentes pendurados nos galhos como um favor para o marido, os leigos imediatamente seguiram o exemplo.

Na Alemanha, as primeiras árvores de Natal foram decoradas com objetos comestíveis, como pão de gengibre e maçãs cobertas de ouro. Em seguida, os fabricantes de vidro fizeram pequenos ornamentos especiais semelhantes a algumas das decorações usadas hoje. Em 1605, um alemão desconhecido escreveu: “No Natal, eles montam pinheiros nos salões de Estrasburgo e penduram rosas recortadas em papel colorido, maçãs, bolachas, folhas de ouro, doces etc.” No início, uma figura do menino Jesus foi colocada no topo da árvore. Com o tempo, mudou para um anjo / fada que contou aos pastores sobre Jesus, ou uma estrela como os Reis Magos viram.

Na década de 1890, os ornamentos de Natal chegavam da Alemanha e a popularidade das árvores de Natal estava aumentando nos EUA. Observou-se que os europeus usavam pequenas árvores com cerca de um metro de altura, enquanto os americanos gostavam de suas árvores de Natal do chão ao teto. 

Leituras Sugeridas:

Natal na América Colonial: Nova York e Pensilvânia

Do outro lado do oceano, no século 19, as árvores de Natal não eram de todo populares, embora os colonos holandeses e alemães as tenham introduzido. Os americanos eram menos suscetíveis à influência da rainha. No entanto, foram os líderes cívicos, artistas e autores americanos que brincaram com a imagem de uma feliz família de classe média trocando presentes em torno de uma árvore, em um esforço para substituir os costumes de Natal que eram vistos como decadentes, como a caça a vela. Esta imagem centrada na família foi amplificada ainda mais por um poema muito popular escrito por Clement Moore em 1822, conhecido como “Twas the Night Before Christmas”. O mesmo poema conjurou a imagem moderna do Papai Noel.

No início do século XX, os americanos decoravam suas árvores principalmente com ornamentos caseiros, enquanto a seita germano-americana continuava usando maçãs, nozes e biscoitos de maçapão. A pipoca juntou-se após ser tingida com cores vivas e entrelaçada com frutas e nozes. A eletricidade trouxe luzes de Natal, tornando possível que as árvores de Natal brilhassem por dias a fio. Com isso, as árvores de Natal começaram a aparecer nas praças da cidade em todo o país e ter uma árvore de Natal em casa tornou-se uma tradição americana.

Leituras Sugeridas:

Quarto Oval Amarelo

Demorou muito tempo até que a árvore de Natal se tornasse parte integrante da vida americana. O Presidente Franklin Pierce (1804-1869) organizou a primeira árvore de Natal na Casa Branca, em meados da década de 1850. O presidente Calvin Coolidge (1885-1933) iniciou a Cerimônia Nacional de Iluminação das Árvores de Natal no gramado da Casa Branca em 1923. Desde 1966, a Associação Nacional de Árvores de Natal deu uma árvore de Natal ao Presidente e à primeira família. 

Leituras Sugeridas:

Ocidente e o crescente consumismo transformou a árvore de Natal em um símbolo onipresente. De fato, muitas pessoas de outras religiões adotaram a árvore de Natal (veja o Japão, por exemplo).

Árvores de Natal realmente começaram a se tornar populares no início do século XX. No período eduardiano, as árvores de Natal feitas de penas coloridas de avestruz eram populares em festas “na moda”. Por volta de 1900, havia até uma forma curta de árvores brancas – então, se você pensava que as árvores coloridas são uma nova invenção, elas não são! Ao longo dos anos, árvores artificiais foram feitas de penas, papel machê, metal, vidro e muitos tipos diferentes de plástico.

A árvore de Natal percorreu um longo caminho desde suas humildes origens pagãs, a ponto de se tornar popular demais para seu próprio bem. Somente nos EUA, 35 milhões de árvores de Natal são vendidas anualmente, acompanhadas por 10 milhões de árvores artificiais, que são surpreendentemente piores do ponto de vista ambiental. Anualmente, 300 milhões de árvores de Natal são cultivadas em fazendas ao redor do mundo para sustentar uma indústria de dois bilhões de dólares, mas, como muitas vezes não são suficientes, muitos abetos são cortados das florestas. É por isso que muitos começaram a busca de alternativas mais criativas e sustentáveis ​​às árvores de Natal. 

Leituras Sugeridas:

Escrito por Colleen Anne Coyle , Ph.D Arqueologia, Universidade de Chicago

Cultura Secular: Um Mal Necessário?

Alguns afirmam que as expressões culturais, tais como a música, coreografias ou encenações teatrais, possuem relação direta com as formas de adoração. Porém, será mesmo que todas as formas de adoração convêm?

A inserção de novas melodias nos cultos ou encenação da representação da morte de Jesus Cristo, ou mesmo danças de funk cristão, é um fenômeno sem volta na maioria das igrejas, mas que divide opiniões. Muitos cristãos defendem que a cultura secular deveria ficar fora dos templos, mas outros argumentam que todos os louvores feitos para Deus chegam aos céus quando entoados de coração, não importando o ritmo ou a expressão corporal ou linguagem cultural. À luz da Bíblia, podemos chegar a algum consenso quanto a este assunto?

Muitos defendem que todas as formas culturais podem ser aproveitadas e o que realmente importa é o que está no coração baseado nessa passagem bíblia:

Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o que é bom”. 1 Tessalonicenses 5:20,21.

Com a diversidade cultural encontrada no mundo, fica difícil para a maioria das igrejas entender se há realmente algum ritmo ou cultura secular que não deveria receber cunho cristão. O cantor e compositor Carlinhos Félix é um dos defensores dessa linha de pensamento. 

“Eu tenho andado bastante no Brasil e fora dele. Vejo que existe de tudo: ministério de louvor, rock, soul, baladas, pop rock, jazz, forró, xaxado, reteté. Tem de tudo, e acho que isso é cultural. O que tem de existir é sabedoria vinda de Deus para introduzir o que não causa divisão. É necessário buscar o que venha agregar”, declarou. 

Na Missão Praia da Costa, em Vila Velha, diversidade musical é o que não falta. Com a membresia repleta de jovens, mas também com muitos adultos com estilo tradicional, cantam-se e tocam-se desde hinos compostos há séculos até rock e reggae. Um dos líderes do ministério de louvor, explica que a escolha das músicas acontece de acordo com o culto.

“A gente toca de tudo na igreja, do samba ao rock. Por exemplo, em março teremos Conferência de Carnaval e vamos montar uma bateria de samba, composta por pessoas da igreja. Vamos tocar um samba-enredo. Por outro lado, temos na igreja o culto dos surfistas e nele a gente toca mais o estilo reggae”.

Complementando, uma das organizadoras disse: 

“Nós nos adequamos ao momento e ao que o dirigente do culto está pedindo. Todos os estilos musicais podem virar louvor a Deus porque Ele é o criador de tudo. Se Deus é o criador supremo de todas as coisas, Ele pode usar maneiras, ritmos, letras, pessoas diferentes. Ele adora usar coisas improváveis para nos deixar sem chão e nos levar a Sua graça. Se Deus pode usar até a gente, por que não usaria os ritmos musicais?”

Até mesmo igrejas famosas por serem tradicionais estão indo pelo mesmo caminho, como é o caso da igreja Adventista do Sétimo Dia. Acompanhe um trecho de uma das postagens do site Noticias Adventistas:

“A cultura pop atual não é um modelo positivo em sua essência e conteúdo. Mas a forma com que ela é gerida, acompanhada e apresentada nos ensina muito. Como disse anteriormente, a cultura pop é o espelho da geração. Geração que está, inclusive, dentro da igreja, com opiniões fortes e posições se consolidando. Chegou o momento de entender melhor como a cabeça desta geração funciona e construirmos formas de fortalecer sua identidade espiritual, aumentar seu senso de pertencimento e, consequentemente, firmar seus propósitos – Fábio Bergamo – Marketing, Comunicação, Cultura e Religião.

Então vem a pergunta, o que realmente a passagem de 1 Tessalonicenses 5:20,21 quer nos dizer?

É comum vermos a passagem mencionada acima relacionada a temas referentes a influência cultural no cristianismo. Embora a aplicação a respeito da cultura seja válida, se analisarmos atentamente o que o apóstolo estava querendo dizer veremos que cultura não era o objetivo de sua fala. Na verdade, Paulo estava se referindo às coisas espirituais. No caso de se ouvir alguém falando a respeito da palavra de Deus, devemos reter ou guardar aquilo que a pessoa falou que está em conformidade para com as Escrituras, o que não estiver devemos simplesmente ignorar. Não devemos jamais expor a pessoa ao ridículo mesmo que ela esteja dando uma interpretação que não esteja em conformidade com o texto sagrado. Precisamos tomar o máximo de cuidado para não retirarmos um texto de seu contexto para gerar um pretexto que seja favorável às nossas próprias opiniões e ideias. 

Todavia, como já mencionado acima, podemos partir da premissa de Paulo de absorver o que é bom no que diz respeito também a tradições culturais. Se a primeira aplicação é espiritual, a segunda pode ser no que diz a cultura secular.

O texto abaixo foi retirado de uma lição de escola sabatina da igreja adventista do sétimo dia, acompanhe:

“Embora toda cultura reflita a condição caída de seu povo, a cultura também pode possuir crenças compatíveis com as Escrituras, e até úteis para a causa do evangelho. O valor dado à família e à comunidade em muitas partes do mundo é um exemplo. Os cristãos podem apoiar e fortalecer o que é bom e de acordo com os princípios bíblicos. Ao mesmo tempo, a verdade de Deus não deve ser comprometida. Lamentavelmente, a história da igreja mostra que a transigência e a adaptação a culturas produziram uma miscelânea de crenças pseudocristãs que se apresentam como cristianismo. Satanás afirma ser o deus do mundo e espalha alegremente a confusão, mas Jesus redimiu este mundo, e Seu Espírito guia Seus seguidores a toda a verdade (Jo 16:13). – Trecho extraído do site Lições da Bíblia, programa da Rádio Novo Tempo.

Como vimos, quando vamos aceitar uma cultura devemos levar em consideração dois aspectos muito importantes: a cultura deve ser boa e de acordo com princípios bíblicos. Reparem que aqui não é possível escolher entre um dos dois aspectos, em termos culturais os dois aspectos precisam estar presentes. Se a cultura é boa mas falta a concordância com princípios bíblicos, ela se torna, portanto, objetável. Deste modo, a cultura será realmente boa se possuir concordância com os princípios bíblicos, do contrário, ela é dispensável. 

Todavia, ainda pode restar uma pergunta: como saberemos se a cultura secular preenche os princípios bíblicos?

A resposta é óbvia: ela tem que estar contida nas Escrituras Sagradas.

Existe um projeto da igreja Adventista do Sétimo Dia chamado “Pedra Fundamental”.

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O projeto da igreja Adventista do Sétimo Dia “Pedra Fundamental” se trata do seguinte: no ato de prestar culto em agradecimento a uma futura igreja que será construída, no alicerce dela será colocado uma urna, e dentro dela uma bíblia e revistas adventistas da época em que foi construída a igreja em questão, simbolizando a benção de ter uma igreja adventista naquela região. 

Abaixo vocês poderão conferir um vídeo que ilustra o que foi dito acima: 

Veja o Vídeo: “Lançamento da Pedra Fundamental da igreja Adventista de Jacutinga”.

O projeto da “Pedra Fundamental” é uma cerimônia simbólica com origens Celta e Maçônica. A colocação da pedra fundamental significa o início efetivo de uma edificação. Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa (1.ª edição/2001), a Pedra fundamental “assinala, geralmente com solenidade, o início de uma obra importante”. Também é costume se adicionar uma cápsula do tempo, recipiente fechado contendo uma ata com o nome das pessoas presentes e lembranças do dia, como um jornal ou moedas, para a posteridade. A pedra fundamental, contendo inscrições como data e identificação do construtor, tradicionalmente é encontrada no canto nordeste da construção.

Veja agora como o ritual é celebrado dentro da maçonaria e analise por si mesmo se existem semelhanças e diferenças com o que é feito na IASD.

Veja o Vídeo: Loja Maçônica realiza lançamento da pedra fundamental para construção de novo templo

Evidentemente, pode-se notar muitas semelhanças, mais do que gostaríamos que existissem.

Mas, afinal, por que citar o projeto Pedra Fundamental? 

Diante das evidências que foram colocadas, esse ritual é claramente pagão e as Escrituras Sagradas poderão ser esquadrinhadas quantas vezes forem necessárias e nada se encontrará nelas que apoiem tal prática. O simbolismo de construir uma urna debaixo dos alicerces da construção civil de ambos os projetos, tanto da igreja adventista como do templo maçônico, é um ritual supersticioso, porque não existe nenhuma finalidade divina de aprisionar uma bíblia dentro de uma urna de concreto!

E por que dizer que o ritual celta da pedra fundamental é um ritual supersticioso? Antes de entendermos o que significa ritual supersticioso precisamos entender o significado da própria palavra superstição. Segundo o dicionário Houass, superstição possui dois principais significados. São estes:

  1. Crença ou sentimento sem fundamento racional, que induz à confiança em coisas absurdas, ao temor a coisas inócuas e imaginárias e à criação de obrigações falsas e indevidas, sem relação alguma entre os fatos e suas causas; crendice.
  2. Crença cega e exagerada a alguma regra, princípio ou coisa, que é adorada e seguida sem questionamentos.

Portanto, o que faz da Pedra Fundamental um ritual supersticioso? Essa pergunta nos leva a outra: Qual a garantia de que esse ritual traz para os envolvidos que, de fato, aquela construção será uma bênção? E ainda a outra: Será que o que faz de um lugar abençoado são as coisas ou as atitudes das pessoas que formam aquele lugar? 

Segundo Isadora Sena, “o que faz um lugar ser bom, são as pessoas que vivem nele”. Isso nos leva ainda ao significado da palavra superstição. Um ritual supersticioso é aquele que leva pessoas a fazerem coisas sem ter base na razão, sem comprovação alguma de que aquilo é eficaz. Afinal, pensemos bem, será mesmo que objetos, mesmo uma Bíblia aprisionada dentro de uma urna de concreto, fazem do lugar mais ou menos abençoado? Será que os ensinamentos da própria Bíblia são eficazes se estiverem escritos apenas em folhas de papel e não na prática da vida diária? Pense bem nisso!

Podemos concluir, portanto, que as culturas seculares não vieram para agregar boas práticas à igreja de Deus, e sim para dividi-la. Não existe somente o projeto da pedra fundamental como forma de cultura secular, as roupas indecentes dos adventistas vestidas pelas pessoas que moram nas regiões mais quentes do mundo também são manifestações de paganismo, e não podemos deixar de citar as músicas e o setor da igreja chamado de clube de desbravadores. E quanto a este, tenho algumas observações a fazer. 

Muitos pais se enganam em colocar seus filhos em clubes de desbravadores achando que eles serão evangelizados pelos seus líderes e envolvidos. Embora o que de fato aconteça em reuniões feitas em pequenas igrejas permitam ao desbravador cumprir com seu objetivo, sabemos que as reuniões de desbravadores não se limitam somente em reuniões na igreja local. Existe o chamado Campori, evento organizado pela Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia para reconhecimento das atividades desenvolvidas pelos clubes de desbravadores ao longo dos anos.

Assista ao Vídeo: Abertura Campori DSA 2019 / Mega Cozinha

O Campori é um megaevento que reúne desbravadores de todos os países da América do Sul. O grande problema disso é que na maioria esmagadora das vezes os jovens participantes desse evento ficam sem a companhia dos olhares vigilantes de seus pais. Por sua vez, os líderes responsáveis por um grande grupo de jovens não conseguem, por razões óbvias, vigiar e orientar todos esses jovens quanto a sua maneira de portar e relacionar. Imagine o que acontece quando dezenas ou centenas de jovens com seus hormônios a flor da pele estão reunidos sem os olhares vigilantes de adultos? O que acontece é que eles se desviam do objetivo central da reunião e se escondem por entre os carros e barracas para poder namorar e fazer sabe-se lá mais o que.

Finalmente, o que pode se concluir a respeito da cultura secular?

A menos que elas apresentem seus princípios com relação direta e clara nas escrituras sagradas, elas são completamente dispensáveis. Como seguidores de Cristo devemos entender que nossas práticas, costumes e tradições devem refletir um claro “assim diz o Senhor”. Isso quer dizer que tudo que envolve o cristianismo deve-se demarcar uma clara linha divisória que nos diferencie do mundo. Dessa forma, nossas festas, nossas músicas, nossa comida, nossas conversas, nosso vestuário, não devem lembrar, sequer, a cultura secular predominante. Devemos, contudo, ter sempre diante de nós que, enquanto estamos nessa terra vivemos um período de treinamento para a pátria que nos aguarda, isto é, a celestial. Portanto, tudo que fizemos aqui faríamos lá, e se quisermos fazer algo que jamais faríamos na presença de Deus, então não devemos faze-lo, nem mesmo aqui.

Como Santificar o Sábado?

Há necessidade de uma reforma do sábado entre nós, que professamos o santo dia de repouso – Evangelismo, p. 245.

Observando o monumento comemorativo da criação do mundo em seis dias e do descanso do Criador no sétimo dia, santificando o sábado de acordo com Suas instruções, os israelitas deviam declarar ao mundo sua lealdade ao único e verdadeiro Deus vivente, o Soberano do Universo – Mensagens Escolhidas, Vol III, p.  256.

O Dia de Preparação

Durante toda a semana nos cumpre ter em mente o sábado e fazer a preparação indispensável, a fim de observá-lo conforme o mandamento – Eventos Finais, p. 77.

Embora a preparação para o sábado deva prosseguir durante toda a semana, a sexta-feira é o dia por excelência da preparação – Testemunhos Seletos, Vol I, p. 21

Na sexta-feira deverá ficar terminada a preparação para o sábado. Tende o cuidado de pôr toda a roupa em ordem e deixar cozido o que houver para cozer. Escovai os sapatos e tomai vosso banho. É possível deixar tudo preparado, se se tomar isso como regra – Orientação para a Criança, p. 528.

Antes do pôr-do-sol, ponde de parte todo o trabalho secular, e fazei desaparecer os jornais seculares. Explicai aos filhos esse vosso procedimento e induzi-os a ajudarem na preparação, a fim de observar o sábado segundo o mandamento – Testemonies for the Church, vol 6, p. 355.

Muitos adiam negligentemente até ao começo do sábado pequeninas coisas que deviam ter sido feitas no dia da preparação. Isto não se deve fazer. Todo trabalho negligenciado até ao começo do sábado deve ficar por fazer até que ele haja passado – Testemunhos Seletos, Vol II, p. 185.

Devemos observar cuidadosamente os limites do sábado. É bom lembrar que cada minuto é tempo sagrado. Sempre que possível, os patrões deverão conceder aos empregados as horas que decorrem entre o meio-dia da sexta-feira ao começo do sábado. Dessa forma, terão tempo para a preparação, a fim de poderem saudar o dia do Senhor com sossego de espírito. Assim procedendo não sofrerão nenhum juízo, nem mesmo quanto às coisas materiais – Conselhos Para a Igreja, p. 268.

Há ainda outro ponto a que devemos dar a nossa atenção no dia da preparação. Nesse dia todas as divergências existentes entre irmãos, tanto na família como na igreja, devem ser removidas. Afaste-se do coração toda amargura, ira ou ressentimento. Com espírito humilde “confessais vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis” – Conselhos Para a Igreja, p. 268.

Antes do pôr-do-sol, todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus, cantar e orar. A esse respeito estamos precisando de uma reforma, porque muitos há que se estão tornando descuidados – Conselhos Para a Igreja, p. 269

Que Horas Inicia-se o Sábado?

Ao pôr-do-sol do dia de preparação, soaram as trombetas, anunciando o começo do sábado – O Desejado de Todas as Nações, p. 774.

Ao começar o sábado, devemos pôr-nos guarda a nós mesmos, a nossos atos e palavras, para que não roubemos a Deus, aproveitando-nos para nosso próprio uso daquele tempo que pertence estritamente ao Senhor – Testemunhos Seletos, Vol I, p. 290.

 Deus requer, não somente que nos abstenhamos do trabalho físico no sábado, mas que a mente seja disciplinada de modo a pensar em temas santos – Testemunhos Seletos, Vol I, p. 290

Nossas Palavras e Pensamentos no Sábado

Devemos vigiar nossas palavras e pensamentos. Aqueles que no sábado discutem assuntos de negócios ou fazem planos, são considerados por Deus como se estivessem empenhados na própria transação de negócios. Para santificar o sábado não devemos mesmo permitir que nosso espírito se ocupe com coisas de caráter mundano – Conselhos Para a Igreja, p. 275.

O quarto mandamento é transgredido mediante o conversar-se sobre coisas mundanas, ou leves e frívolas. Falar sobre qualquer coisa ou sobre tudo que nos vem à menteé falar nossas próprias palavras. Todo desvio do direito nos põe em servidão e condenação – Testemunhos Seletos, Vol I, p. 290.

Algumas pessoas comentam os seus assuntos comerciais e fazem planos no sábado, e Deus considera isso como se estivessem empenhadas no próprio ato da transação comercial – Evangelismo, p. 245.

Os que não se acham inteiramente convertidos à verdade, deixam com frequência que a mente lhes corra às soltas sobre negócios mundanos e se bem que repousem dos labores físicos no sábado, a língua fala do que está no espírito; daí, essas conversas sobre gado, colheitas, prejuízos e lucros. Tudo isto é violação do sábado. Se a mente gira em assuntos mundanos, a língua o revelará; pois da abundância do coração fala a boca – Testemunhos Seletos, Vol I, p. 291.

Como Deve Ser Meu Vestuário no Sábado?

Todos os que se reúnem aos sabados para adorar a Deus devem, se possível, ter um traje correto, bem assentado, distinto [separado, diferente], para usar na casa de culto. É desonra para o sábado, e para Deus e sua casa, que os que professam ser o sábado o santo dia do Senhor, digno de honra, usem nesse dia a mesma roupa que usaram durante a semana… – Mensagem Escolhidas, Vol II, p. 474.

Devemos Cozinhar no Sábado?

O sábado não deve ser empregado em consertar roupa, cozer o alimento, nem em divertimento ou quaisquer outras ocupações mundanas – Orientação da Criança, p. 528.

 Deve-se evitar cozinhar no sábado; não é por isso necessário comer frio. No tempo frio, a comida preparada no dia anterior deve ser aquecida. E as refeições, embora simples, sejam saborosas e atrativas – Ciência do Bom Viver, p. 307.

Como Deve Ser Nossa Alimentação aos Sábados?

Não devemos preparar para o sábado mais liberal provisão de alimento, nem maior variedade que nos outros dias. Em lugar disso, a comida deve ser mais simples, e menos se deve comer… Comendo demais no sábado, muita gente faz mais do que julga para se tornar incapaz de receber o benefício de suas sagradas oportunidades – Ciência do Bom Viver, p. 307.

Devemos Lavar Louça no Sábado?

Recomendamos a todos que não lavem sua louça no sábado se for possível evitá-lo. Deus é desonrado por todo trabalho desnecessário efetuado no Seu santo dia. Não é incoerente, e, sim, apropriado, que  a louça fique por lavar até o fim do sábadose isto puder ser feito assim – Mensagens Escolhidas, Vol III, p. 307.

Energia Para o Sábado

Não permitais que toda a vossa força e energia sejam empregadas em coisas mundanas temporais, durante a semana, de modo que não tenhais energia e força moral para consagrar ao serviço de Cristo no sábado – Testemunhos Seletos, Vol II, p. 563.

Desagrada a Deus que os observadores do sábado durmam muito tempo no sábado… Precisam ganhar dinheiro, mesmo que seja roubando-se do necessário sono, que recuperam dormindo durante as horas santas. Depois, desculpam-se, dizendo: “O sábado foi dado para dia de descanso. Não me privarei do repouso para ir à reunião; pois preciso descansar” – Testemunhos Seletos, Vol I, p. 291, 292

Os Guardadores do Sábado Trabalham

Deus determinou que se cuidasse dos doentes e sofredores; o trabalho exigido para lhes proporcionar conforto é uma obra de misericórdia, e não é violação do sábado; mas todo o trabalho desnecessário deve ser evitado – Conselhos Para a Igreja, p. 272.

De acordo com o quarto mandamento, o sábado foi dedicado ao repouso e ao culto religioso. Toda atividade secular devia ser suspensa, mas as obras de misericórdia e beneficência estavam em harmonia com o próposito do Senhor. Elas não deviam ser limitadas a tempo ou lugar. Aliviar os aflitos, confortar os tristes, é um trabalho de amor que honra ao dia de Deus – Beneficência Social, p. 77.

Tornar o Sábado um Dia Deleitoso

Devemos tornar o sábado tão interessante para nossa família, que sua volta semanal seja saudada com alegria… Pais, tornai o sábado um deleite, para que vossos filhos o aguardem, acolhendo-o de coração – Testemunhos Seletos, Vol I, p. 281.

O Sábado Não Deve Ser um Dia Ruidoso

Barulho ruidoso e contenda não devem ser premitidos em nenhum dia da semana; mas no sábado todos devem manter silêncio. Não devem ser ouvidas ordens em voz alta em nenhuma ocasião… – Mensagens Escolhidas, Vol III, p. 258.

As Crianças Podem Brincar no Sábado?

Estamos em perigo de fazer nossa própria vontade no dia de sábado. Não um dia para procurar prazeres, nadar ou jogar bola, Deus quer que todas as Suas dádivas sejam apreciadas – Mensagens Escolhidas, Vol III, p. 258.

Acima de tudo, cuidai de vossos filhos no sábado. Não permitais que eles o violem, pois vós mesmos o estareis violando se consentirdes que vossos filhos o façam. Quando permitis que vossos filhos brinquem no sábado, Deus vos considera transgressores dos mandamentos. Transgredis o Seu sábado – Mensagens Escolhidas, Vol III, p. 257.

 Em muitas famílias, os filhos menores são abandonados a si próprios, a fim de se entreterem como melhor puderem. Abandonadas a si mesmas, as crianças em breve ficam inquietas e começam a brincar ou ocupar-se de coisas inadequedas. Desse modo, o sábado perde para elas sua importância sagrada – Conselhos Para a Igreja, p. 269.

O Sábado e a Família

A Escola Sabatina e o culto de pregação ocupam apenas uma parte do sábado. O tempo restante poderá ser passado em casa e ser o mais precioso e sagrado que o sábado proporciona. Boa parte desse tempo deverão os pais passar com os filhos – Conselhos Para a Igreja, p. 269

Quando faz bom tempo, devem os pais sair com os filhos a passeio pelos campos e matas…

  • Expliquem-lhes a razão da instituição do sábado;
  • Descrevam-lhes a grande obra da criação de Deus;
  • Contem-lhes que a Terra, quando Ele a fez, era bela e sem pecado…
  • Mostrem-lhes que foi o pecado que manchou essa obra perfeita; que os espinhos, cardos, aflição, dor e morte são o resultado da desobediência a Deus;
  • Expliquem-lhes, também, que, apesar da maldição do pecado, a Terra ainda revela a bondade divina;
  • Falemo-lhes do plano da salvação…
  • Vamos repetir para eles a doce história de Belém…
  • De quando em quando, devemos ler para eles as interessantes histórias contidas na Bíblia;
  • Perguntar-lhes acerca do que aprenderam na Escola Sabatina;
  • E estudar com eles a lição do sábado seguinte.

Testemunhos Para a Igreja, p. 269 e 270

Podemos Viajar no Sábado?

Se desejamos a bênção prometida aos obedientes, devemos observar mais estritamente o sábado. Temo que muitas vezes empreendamos nesse dia viagens que bem poderiam ser evitadas. De conformidade com a luz que o Senhor nos tem concedido em relação com a observância do sábado, devemos ser mais escrupulosos quanto a viagens nesse dia, por terra ou mar. A esse respeito devemos dar às criançase jovens bom exemplo. Para ir à igreja, que requer a nossa cooperação ou à qual devemos transmitir a mensagem que Deus lhe destina, pode tornar-se necessário viajar no sábado; mas sempre que possível devemos, no dia anterior, comprar a passagem e tomar todas as disposições necessárias. Quando empreendermos viagem, devemos esforçar-nos o mais possível por evitar que o dia da chegada ao destino coincida com o sábado – Conselhos Para a Igreja, p. 273. Quando obrigados a viajar no sábado, cumpre evitarmos companhia dos que procuram atrair-nos a atenção para as coisas seculares. Devemos ter a mente concentrada em Deus e com Ele entreter comunhão… – Conselhos Para a Igreja, p. 273.

A Promessa

Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus próprios caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disseIsaías 58:13,14.

Igreja: Templo Vivo Ou Morto?

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Romanos 12:1.

 Essa passagem tem algumas aplicabilidades, ela faz uma associação do corpo humano com um culto religioso, e informa que esse culto tem que ser racional.

Não acontece somente no Brasil, mas no mundo todo, que igrejas inteiras realizam cultos com o objetivo de conquistar a confiança de membros ativos e visitantes através da emoção, e eu pergunto: o que Deus quis dizer com a passagem mencionada quando inspirou o apóstolo a escrever isto?

Podemos perceber, principalmente entre os jovens, que as escolhas pelos alimentos são feitas com base no que é mais gostoso, pois o que motiva a decisão de comer é a sensação que aquele alimento traz quando ingerido, causando uma sensação de prazer produzida sensorialmente.

Se pararmos para observar, inúmeras passagens mencionadas na Bíblia nos orientam a sermos criteriosos na escolha do alimento, não comer pelo prazer momentâneo e sim comer pelo benefício da saúde ao corpo.

Sacrificar o prazer de comer um alimento agradável ao paladar para comer aquilo que faz bem para o corpo é um desafio até para os adeptos de uma alimentação fitness. Todavia se conseguimos ter domínio próprio para sermos criteriosos na alimentação conseguiremos ter domínio próprio em outras áreas da vida. Essa é uma promessa bíblica. Se seu corpo se encontra em equilíbrio químico, sua mente por consequência se encontrará também em equilíbrio e como resultado o Espírito Santo conseguirá atuar com maior amplitude e o homem perceberá as coisas espirituais ao seu redor, e o corpo se tornará um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional.

Portanto, livrem-se de tudo o que está errado em sua vida, tanto interna como externamente, e alegrem-se humildemente com a mensagem maravilhosa que nós recebemos, pois ela é capaz de salvar as nossas almas à medida que se desenvolve em nossos corações” – Tiago 1:22.

 Se o corpo se torna um culto racional, porque o corpo é o templo do Espírito Santo, então os cultos nas igrejas precisam ser racionais? Sim.

Quando entramos numa igreja achamos que tudo é um mar de rosas, isso porque a religião foi apresentada de forma errada. Muitos membros de igrejas evangélicas e católicas apresentam sua religião como um produto perfeito, como fazem as grandes empresas de propaganda, cativando seus consumidores pela emoção!

Já se perguntou por que você tomou pela primeira vez um copo de Coca-Cola? Pode ter sido porque estava numa festa de aniversário, pode ter sido porque compraram para você, mas toda a engrenagem não passa de uma perfeita estratégia de merchandising, entretanto o produto não merece tantos créditos assim. Você viu em propagandas na rádio, na televisão, num outdoor e em outros lugares, e de tanto sua mente receber a mesma informação com a mensagem que “Coca-Cola é uma ótima bebida” você simplesmente compra a ideia involuntariamente. Mesmo que queira acreditar que tomou a decisão de beber ou comprar a Coca-Cola, a grande verdade é que enganaram você esse tempo todo.

As igrejas usam do mesmo mecanismo para atrair as pessoas e convencê-las pela emoção que tem um produto perfeito. Muitos procuram uma igreja para ter um encontro social; há aqueles que a procuram para conseguir ajuda - e é aí que está o grande problema! Quando elas entram na igreja e descobrem que tudo não é um mar de rosas, essas pessoas se sentem enganadas, porque descobrem que venderam desonestamente o produto que compraram. O que acontece na maiorias das vezes é que as pessoas não procuram uma igreja para conhecer a verdade; elas procuram uma igreja que se adeque às suas próprias convicções pessoais.

E os comentários mais frequentes que costumo ouvir é que “toda igreja é usada para roubar o dinheiro das pessoas”, ou seja, só existem pessoas hipócritas.    

Existe razão para as pessoas pensarem dessa maneira? É óbvio que sim! Tudo por conta de tentarem querer vender para elas uma religião cujo produto é perfeito.

Vocês compreendem que todos juntos são a casa de Deus, e que o Espírito de Deus vive entre vocês, em sua casa? Se alguém desonrar e estragar a casa de Deus, Deus o destruirá. Porque a casa de Deus é santa e limpa, e vocês são essa casa.” – 1 coríntios 3: 16, 17.

 Há um tempo atrás fiz uma publicação com o tema Falso Senso de Imunidade. Recebi elogios e críticas - mais críticas que elogios, diga-se de passagem. E de todas as críticas que recebi a mais comum foi essa (isso veio de várias pessoas da igreja adventista do sétimo dia):  

“Não associe sua imagem com Pablo Ferrari, mesmo que ele seja seu melhor amigo, ou seu irmão de sangue, não vale a pena. É o maior inimigo da igreja hoje. Se continuar a fazer essa associação irá queimar seu filme, e irão achar que você é demente assim como ele”.

Existem várias implicações nas críticas. Quando a crítica veio de uma única pessoa achei que fosse uma opinião individual, porém quando veio de mais de 10 pessoas, então deixou de ser um fato isolado para ser considerada uma opinião apoiada pelo senso comum, e não veio de qualquer pessoa, pois tenho contato com as pessoas mais influentes do meio adventista, todavia tiveram adventistas importantes que deram total apoio à postagem do blog.

O que preciso informar é que todas as igrejas tratam sua religião como se fosse uma torcida organizada de futebol. 

Desde a Idade Média, os atos de violência eram associados a manifestações de imposição e poder. Diante deste cenário, os jogos entre os gladiadores que lutavam no Coliseu, em Roma, inspiravam ao público a afeição à brutalidade e a justificativa baseada nos valores culturais. No entanto, após séculos de avanço e proteção aos direitos humanos, alguns indivíduos ainda refletem esses traços de senso de competição, como fazem os torcedores em relação a seus times nos estádios de futebol quando agem segundo instintos selvagens, o mesmo tem acontecido nas igrejas.  Quando ocorrem críticas que intencionam ofender ao outro, isso se caracteriza agressão verbal, como ocorreu com alguns comentários relacionados a publicação Falso Senso de Imunidade.

A outra implicação da crítica foi que, segundo os críticos afirmaram, caso eu continuasse conduzindo as publicações dessa maneira seria taxado de “demente” assim como Pablo Ferrari.

Acompanhe a passagem bíblica:

Porém Eu ampliei aquela regra, e digo que basta que vocês fiquem com raiva, mesmo que seja só em casa, para que corram já perigo de julgamento! Se vocês chamarem um amigo de idiota, correm o perigo de serem levados perante o tribunal. E se amaldiçoarem alguém, correm o perigo das chamas do inferno” – Mateus 5:22.

Há duas maneiras de se dizer louco: Se alguém vai pular de um prédio sem pára-quedas e eu digo a este: “Você é louco!”. Eu estou sendo réu do fogo do inferno por isso? É óbvio que não. Porém, se num momento de raiva e descontrole emocional, chamo alguém de tolo, ou de louco (ou de idiota ou demente) apenas para feri-lo com palavras, estou pecando.

O que o texto de Mateus 5 está se referindo é no seguinte sentido: Se você ofende seu irmão, você está pecando!

O sentido de Mateus 5 é que Jesus estava comparando o seu ensino com o ensino dos fariseus. Os fariseus achavam que matar implicava apenas em tirar a vida de outra pessoa. Porém, Jesus estava ensinando que quando você menospreza uma pessoa, você a está “matando” também. Quando você fala mal de alguém e se posiciona como um juiz, você está de alguma forma trazendo juízo sobre a tua vida também. É isto que Jesus está ensinando.

Quando a Bíblia chama alguém de louco, não é para diminuir ou julgar. Mas apenas para dizer que a atitude de dar as costas e menosprezar a Deus é de fato uma loucura assim como pular de um prédio sem pára-quedas.

O cerne da questão é que precisamos entender a gravidade do que significa professar ser cristão. Infelizmente não compreendemos nossa profissão de fé e outros quando tentam apontar em nós os erros que temos cometido são taxados como loucos, idiotas e dementes. Ao contrário do que muitos podem achar, não estou aqui apenas para apontar o erros mas, principalmente, trazer uma solução. Não falo como que me colocando em posição superior, de forma alguma! Falo justamente porque me identifico com todos os problemas que o mundo cristão tem apresentado. De uma forma geral, temos perdido nossa identidade. Não temos permitido que Cristo restaure Sua imagem em nós. Quem nunca se sentiu enganado por aqueles que se julgam representantes de Cristo? Eu já me senti assim! Portanto, o que eu quero dizer é que parem com isso! Parem de defender uma religião na qual não acreditam; parem de “evangelizar” para seu próprio bolso; parem de macular o nome dAquele a quem professam servir e seguir.

Nos esquecemos de reformar; nos esquecemos o que significa ser considerado protestante; deixamos de protestar e quando paramos de protestar, acabamos agindo da mesma forma que aqueles que criticamos. Estamos defendendo a bandeira errada. A bandeira que temos que levantar não é a de nossa própria denominação; é a bandeira do evangelho eterno de Jesus Cristo. Mas para que possamos defender a bandeira certa, precisamos abraçar com todas as nossas forças os ideais dessa bandeira. O que isso envolve? Tristeza, abnegação e autonegação. Quem está preparado para viver uma vida assim? Nenhum de nós! O que faremos, então? Temos que confiar num poder que age em nós, fora de nós e sem a nossa participação. E esse poder vem de nenhum outro, senão de Jesus Cristo, Autor e Consumador da nossa fé. 

Portanto, de todas as coisas que foram ditas aqui, retenham isso: se de alguma maneira você está em sua igreja por conta das pessoas, ou espera que a igreja solucione seus problemas, volte-se para Cristo. Se você tem pensado mal a respeito do seu irmão, se o chama de nomes pejorativos, se você se ira contra ele, volte-se para Cristo. Não há salvação para nenhum de nós fora de Cristo. Se hoje achamos que nossa denominação irá nos guardar para o Dia da prestação de contas, estamos certa e desesperadamente perdidos. Minha mensagem para você hoje é que volte e reveja suas atitudes enquanto ainda há tempo de acertar com o caminho que conduz à felicidade.


Um Falso Senso de Imunidade

E uma vez que Cristo é tão superior, o Espírito Santo nos adverte: ‘Hoje, se vocês ouvirem a minha voz, não permitam que o coração de vocês se endureça, como fez o povo de Israel. Eles se rebelaram durante o tempo da provação no deserto. Ali os seus antepassados me desafiaram e me puseram à prova, apesar da paciência que tive com eles durante quarenta anos e de terem visto tudo o que Eu fiz. Por isso, fiquei muito irado com eles, pois seus corações estavam sempre olhando para outro lugar em vez de levantarem os olhos para mim, e não reconheceram meus caminhos. Assim, eu fiquei irado e fiz este juramento: Jamais permitirei que eles entrem no lugar do meu descanso’”. Hebreus 3:7-11.

É interessante, porém triste, observar como a história se repete. Embora o Senhor tenha provido para nós todas as maneiras possíveis e imagináveis para não incorrermos nos mesmos erros da nação judaica, como eles, nos rebelamos contra a Palavra de Sua autoridade, assim mostrando que, em nossos pensamentos e ações, queremos fazer a nós mesmos mais sábios que a própria Palavra Inspirada e, desse modo, pecamos contra o Espírito Santo de Deus que constantemente nos adverte e repreende contra fazermos de nossa “justiça” a auto-justificativa para nossa aparência de bondade e santidade.

Houvesse Israel, como nação, preservado a aliança do Céu, Jerusalém teria permanecido para sempre como eleita de Deus. Jeremias 17:21-25. Mas a história daquele povo favorecido foi um registro de apostasias e rebelião. Haviam resistido à graça do Céu, abusado de seus privilégios e menosprezado as oportunidades”. O Grande Conflito, p. 19.

Se pudéssemos saber o que tem sido registrado nos livros do Céu ao nosso respeito, o que será que estaria escrito?

Devido à incredulidade manifestada com relação a Cristo, o originador e fundamento de todo o sistema judaico, virá sobre os seres humanos uma retribuição mais pesada do que a que recaiu sobre o incrédulo Israel no deserto. Moisés foi o profeta por meio de quem Deus se comunicou com a igreja no deserto. Mas, embora Moisés tenha sido grande, maior do que ele é o Filho de Deus, que construiu a casaCarta 97, 1898.

“Volte ao que você ouviu e creu no princípio; retenha-o firmemente e volte-se para mim outra vez. Se não o fizer, eu virei subitamente a você, sem ser esperado, como um ladrão, e o castigarei”. Apocalipse 3:3.

É feita a advertência de que chegaria o tempo quando erros se introduziriam como um ladrão para roubar a fé do povo de Deus; quando este precisaria vigiar diligentemente e estar constantemente em guarda contra os enganos do inimigo.

Em Sardes, muitos se haviam convertido por meio da pregação dos apóstolos. A verdade havia sido recebida como uma luz brilhante e resplandescente. Mas alguns haviam se esquecido da maneira maravilhosa que haviam recebido a verdade e Jesus achou necessário enviar uma reprovação.

Os membros antigos que levavam o estandarte haviam caído um após outro, e alguns haviam cansado das verdades constantemente repetidas. Desejavam um novo tipo de doutrina, mais agradável para muitas mentes. Achavam que precisavam de uma mudança maravilhosa e, em sua cegueira espiritual, não discerniam que seus sofismas iriam desarraigar todas as experiências do passado.” Manuscrito 34, 1905.

Da mesma maneira como Jesus Cristo lidou com os problemas e dificuldades da igreja em Sardes, Ele lida com Seu povo nestes últimos dias. De igual modo, Cristo nos envia, mediante Seu Santo Espírito, advertência após advertência, repreensão após repreensão, para que possamos novamente olhar para Ele. Nossa condição é esta: “Eu sou rico, tenho tudo o que necessito; não preciso de coisa alguma” (Apocalipse 3:17). E a menos que reconheçamos essa condição, estaremos entregues a nossa própria miséria e falsa justiça.

O primeiro passo é reconhecer que não estamos dentro de uma bolha de “falsa imunidade”. O que isso quer dizer? À semelhança do povo judeu, nossos privilégios como povo escolhido dependem de nossa obediência à Sua palavra. E reconhecer que essa “bolha de imunidade” pode estourar a qualquer momento significa jamais nos conformarmos em permanecermos em nossa zona de conforto, mas diremos como o apóstolo:

Não, caros irmãos, não sou ainda tudo quanto deveria ser, porém estou concentrando todas as minhas energias para insistir nesta única coisa: Esquecendo o passado e aguardando esperançoso aquilo que está à frente, esforço-me para chegar ao fim da corrida e receber o prêmio para o qual Deus está nos chamando ao céu, em Cristo Jesus.Filipenses 3:13,14.

Entretanto, a praga do falso senso de imunidade se alastrou por todos os âmbitos da igreja, e irritantemente vemos a todos muito confortáveis e seguros em seus cargos e/ou em sua grande e larga escala de conhecimento bíblico. Hoje, absolutamente nada incomoda uma igreja morna, escondida sob a capa de um falso senso de “privilégios incondicionais”.

Para que o caro leitor possa compreender melhor a definição dada acima, imagine a seguinte situação:

Por volta do ano de 2009, tive a oportunidade de estudar em uma das maiores e mais respeitadas instituições de ensino da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o Centro Universitário Adventista de São Paulo, ou simplesmente, UNASP. Lá me graduei no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. No primeiro período do curso, muitos alunos da minha turma, inclusive eu mesmo, tiveram especial dificuldade na matéria de algoritmo.

Como em toda faculdade, lá tínhamos monitores que davam suporte acadêmico, principalmente tirando dúvidas e apoiando nas dificuldades da matéria, aos alunos novatos. No caso da matéria de algoritmo, tivemos o suporte do aluno que, para fins de preservação da sua imagem, vou chamar de P. O P. era um aluno muito inteligente e não por acaso fora chamado pela universidade a prestar esse apoio aos alunos novatos, mas como nem tudo são flores no jardim, ele especialmente, era uma flor repleta de espinhos terríveis. Na mesma proporção em que era inteligente, também era irritantemente arrogante e sem nenhum senso de humildade. Não gostava de ser questionado e sabia orquestrar de maneira impressionantemente estratégica como tornar um debate favorável a si mesmo, mesmo que estivesse errado.

E neste momento chegamos ao diagnóstico do P.: ele estava sofrendo do terrível e, quiçá, contagioso mal do falso senso de imunidade. Mal sabia ele que, na verdade, diante da Soberania e Sabedoria de um Deus Eterno, seu conhecimento e privilégios, sem a consciência de saber a quem eles pertencem, não valem mais do que aquela lavagem que o filho pródigo tanto desejou consumir à vista de seu desespero.

Como ele se infectou? Podemos considerar uma série de fatores. No período da escola, por exemplo, sempre se destacava como o melhor aluno da sala, tirava notas altas, recebia elogios dos professores e de seus colegas e, aos poucos, seu ego começou a ficar inflado (por isso precisamos tomar o máximo de cuidados com elogios, principalmente os exagerados). Com o ego inflado, passou a considerar a si mesmo melhor do que os outros, o mesmo que aconteceu com os discípulos ao caminho de Carfanaum quando discutiam quem seria o maior no suposto reino terrestre que Cristo construiria (Marcos 9:31-34).

O maior erro das pessoas que, assim com P., consideram a si mesmos melhores do que outros, é não reconhecer Quem é o Dono de tudo o que possuem. Não reconhecer a fonte de nossos bens, sejam materiais, intelectuais, ou mesmo espirituais, torna-nos prepotentes em achar que os méritos de nossas conquistas devem ser atribuídos a mais ninguém senão a nós mesmos.

O temor do Senhor é a chave da sabedoria, e o conhecimento do Santo é a verdadeira compreensão da vida.Provérbios 9:10.

O mundo tem tido seus grandes ensinadores, homens de poderoso intelecto e vasto poder investigativo, homens cujas palavras têm estimulado o pensamento e revelado extensos campos ao saber; tais homens têm sido honrados como guias e benfeitores do gênero humano; há, porém, Alguém que Se acha acima deles. Podemos delinear a série de ensinadores do mundo, no passado, até ao ponto a que atingem os registros da História; a Luz, porém, existiu antes deles. Assim como a Lua e as estrelas do nosso sistema planetário resplandecem pela luz refletida do Sol, assim também os grandes pensadores do mundo, tanto quanto são verdadeiros os seus ensinos, refletem os raios do Sol da Justiça. Cada raio de pensamento, cada lampejo do intelecto, procede da Luz do mundo.” Educação, p.13.

Não sejam egoístas; não vivam para causar boa impressão aos outros. Sejam humildes, pensando dos outros como sendo melhores do que vocês mesmos.” Filipenses 2:3.

Atribuindo os méritos a nós mesmos, além de demonstrarmos querer tomar o lugar e a honra que são devidos a Deus somente, colocamos nosso próximo em um lugar inferior, ou seja, ao passo que deveríamos servir somos servidos e isso vai de encontro ao ensino bíblico. O conselho do próprio Cristo, ao qual professamos seguir e servir, nos diz que, ao contrário, se queremos ser grandes devemos nos fazer pequenos, se queremos liderar que, antes, sejamos servos.

Como vocês sabem, os reis e os homens importantes da terra dominam sobre o povo. Porém entre vocês é diferente. Todo aquele que quiser ser importante deve ser o servo. Todo aquele que quiser ser o primeiro, deve ser escravo de todos. Porque até o Filho do Homem não está aqui para ser servido, mas para servir aos outros e dar a sua vida a fim de salvar a muitos.Marcos 10:42-45.

Portanto, quanto maior a luz, o conhecimento e os privilégios que recebemos, tanto maior será nossa responsabilidade em relação ao crescimento e desenvolvimento pessoal, profissional e espiritual de cada indivíduo deste planeta.

Testemunhos Seletos, Volume 1, p. 29 e 30

Em 20 de novembro de 1885, enquanto me achava em oração, o Espírito do Senhor veio súbita e poderosamente sobre mim, e fui arrebatada em visão.
Vi que o Espírito do Senhor tem estado a extinguir-se da igreja. Os servos de Deus têm confiado demasiado na força do argumento, e não têm mantido em Deus aquela firme confiança que deveriam ter. Vi que a mera discussão sobre a verdade não levará as almas a decidir colocar-se ao lado dos remanescentes; pois a verdade é impopular. Os servos de Deus devem ter a verdade na alma. Disse o anjo:
“Eles a devem receber com o calor da glória, levá-la no próprio seio, e derramá-la com calor e zelo de alma para os que a ouvem”.
Uns poucos, que são conscienciosos, estão prontos a decidir segundo o peso da evidência; mas é impossível mover a muitos por meio de uma simples teoria da verdade. Preciso é que ela seja acompanhada de poder, um testemunho vivo a impulsioná-los.
Vi que o inimigo está ocupado em destruir almas. A exaltação tem penetrado nas fileiras; importa que haja mais humildade. Há demasiada condescendência com a independência de espírito entre os mensageiros. Isto tem que ser posto de lado, e cumpre que os servos de Deus se unam mais uns aos outros. Tem havido muito do espírito que indaga:
“Será que sou responsável pelo meu irmão?” Gênesis 4:9.
Disse o anjo:
“Sim, tu és o responsável pelo teu irmão. Deves ter por teu irmão vigilante cuidado, estar interessado em seu bem-estar, e nutrir para com ele um bom e amável espírito. Avançai, juntos, avançai juntos”.
É desígnio de Deus que os homens tenham o coração aberto e sincero, sem presunção, manso e humilde, com simplicidade.
Esse é o princípio do Céu; assim o ordenou Deus. Mas o homem frágil, e pobre, buscou algo diferente – seguir seu próprio caminho, e atender cuidadosamente a seu próprio interesse.

Em todos os séculos se tem exigido dos seguidores de Cristo vigilância e fidelidade; agora, porém, que nos achamos mesmo nos umbrais do mundo eterno, possuindo as verdades que possuímos, tendo uma tão grande luz, uma obra tão importante, temos de redobrar nossa diligência. Cumpre a cada um fazer exatamente o máximo que lhe seja possível. Meu irmão, pões em perigo tua própria salvação, se te deténs agora. Deus te pedirá contas se deixares de fazer a obra que te designou.Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 161 e 162.

Foi confirmado tudo quanto declarei em Mineápolis: que precisava haver uma reforma nas igrejas. Deviam ser efetuadas reformas, pois a debilidade e a cegueira espirituais se apossaram das pessoas que tinham sido agraciadas com grande luz e preciosas oportunidades e privilégios. Como reformadores, elas haviam saído das igrejas denominacionais, mas desempenham agora uma parte semelhante à que desempenharam as igrejas. Tínhamos a esperança de que não haveria necessidade de outra saída. Embora nos esforcemos por ‘preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz’, não deixaremos, pela pena e pela voz, de protestar contra o fanatismo.The Ellen G. White 1888 Materials, 356-357.

Cristo diz o seguinte daqueles que se ufanam de sua luz mas não andam nela: ‘Por isso Eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós outros. E tu, Cafarnaum [adventistas do sétimo dia que tiveram grande luz], que te ergues até aos céus [com referência a privilégios], serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje’.” The Review and Herald, 1 de Agosto de 1893.

Comumente, ao lermos determinados trechos dos Testemunhos, ficamos com a impressão de que Ellen White escreveu para os nossos dias como se ainda vivesse. Isso se dá pelo fato de que muitas vezes o profeta a quem Deus chama não escreve para sua própria época, mas para uma época futura. Temos muitos exemplos assim nos escritos canônicos, com a profetiza destes últimos dias não seria diferente. Tenho ainda a impressão de que a própria profetisa não compreendeu em sua totalidade o significado das coisas que escreveu, mas nós conseguimos compreender com assombrosa clareza, pois vivemos nos dias apontados pela profecia. Portanto, mesmo com uma distância de cerca de 175 anos, os escritos, especialmente as advertências do Espírito da Profecia, são um reflexo do que vemos em nossas igrejas, reflexo tão fiel a ponto de ser assustador.

E para exemplificar o quanto é assustador, vou relatar ao leitor algo que deixou toda a comunidade adventista e, quiçá, cristã de um modo geral (e pode ter tomado proporções tão desastrosas que só saberemos na eternidade) há cerca de um ano atrás.

Pablo Ferrari, membro ativo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, incomodou-se com os erros e pecados públicos testemunhados dentro da obra adventista. Na tentativa de levar os líderes adventistas a tomar uma posição diante desse quadro apóstata, passou a ir às igrejas com a câmera do celular ligada, abordando membros e pastores a respeito das questões controversas que estavam ocorrendo naquela ocasião, ou seja, que nitidamente infringiam o Manual Oficial da Igreja dos Adventistas do Sétimo Dia.

Até aí parece não haver nada demais, porém o problema é que a iniciativa não foi recebida como o esperado. Pablo passou a ficar conhecido dentro do meio adventista como um “perturbador da paz”; dentro e, porque não dizer, fora das igrejas. Membros de um modo geral foram avisados para ficar de sobreaviso caso ele aparecesse para participar do culto. Infelizmente, a situação saiu do controle e por causa desse “sobreaviso” membros e líderes eclesiásticos da igreja ficaram tomados de cólera agindo, inclusive, com agressividade verbal e física. O caso se tornou público através de vídeos publicados na plataforma conhecida como Youtube.

É muito importante que fique claro para o estimado leitor que meu objetivo não é defender as atitudes de nenhuma das partes, não vou me posicionar nesse sentido, minha intenção é deixar claro que estamos vivendo um quadro de apostasia que, se continuar do jeito que está, correremos um sério risco de vermos o Espírito Santo ser derramado com poder bem diante do nosso nariz, porém, por consequência da cegueira espiritual, não discerniremos Sua atuação.

De acordo com os vídeos exibidos no Youtube, Pablo entrava nas igrejas com seu celular na modalidade selfie a fim de filmar as heresias que existiam dentro das igrejas, e como bônus ainda colhia provas de palavras de baixo calão, puxões na camisa e, às vezes, uns tapas aqui e outros ali, tudo para endossar sua tese de que a dita “igreja remanescente que guarda os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” passou para a fileiras de Babilônia.

Em sua defesa, a Igreja Adventista do Sétimo Dia alegou que Pablo Ferrari é um indivíduo com sérios problemas mentais e que seu único propósito era entrar nas igrejas para “perturbar a paz” durante o culto. E mais, segundo a IASD, as imagens compartilhadas no canal do Pablo com “supostas provas de agressões” foram manipuladas pelo mesmo com o objetivo de difamar a instituição e que, na verdade, não houve nenhuma agressão ou insulto à sua pessoa.

Cada lado procura sua própria defesa, entretanto, como diz um velho ditado popular “uma imagem vale mais que mil palavras” e os vídeos realmente são muito comprometedores. Se julgarmos por aquilo que constam nos vídeos, chegaremos a conclusão de que, de fato, Pablo fora agredido, não só verbal como fisicamente, quer em grande ou pequeno grau, e, infelizmente, membros leigos e, lastimavelmente, pastores (os quais, de forma ultrajante, julgam-se representantes de Cristo nesta Terra) estiveram envolvidos neste infeliz acontecimento.

Diante do ocorrido, a posição da IASD deveria ter sido imediata: não importa quem está certo ou errado, agressão, principalmente física, não admite desculpas ou justificativas, deve ser imediatamente disciplinada, porém há uma erva daninha crescendo e tomando o lugar da prescrição bíblica contra o pecado, e esta se chama “dois pesos, duas medidas”, ou seja, membros agraciados pelo favor da instituição possuem uma pecaminosa “carta de imunidade” que os faz ilesos a qualquer tipo de ação enérgica no sentido de disciplinar o pecado.

Publicação Sugerida: A Verdadeira Eficácia da Disciplina

Voltando à história citada do monitor P., de igual modo a IASD não aceita ser questionada. O pecado de ambos se concentra na mesma raiz que levou Satanás e seus anjos a serem expulsos do Céu, o orgulho. À semelhança de P., esta instituição consegue habilidosamente orquestrar de maneira inteligente seus argumentos a fim de usá-los para benefício próprio e, assim, convencer toda membresia adventista de que, realmente, diante de uma atitude como a de Pablo não havia outro caminho senão a agressão. Essa defesa é usada como meio para justificar o fato de não ter disciplinado seus membros agressores impunes diante de sua injustiça, pintando um retrato demoníaco de Pablo Ferrari (deixando claro que com este argumento não estou endossando as atitudes e posicionamento de Pablo Ferrari).

Nem sempre a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi assim. Deus jamais dá ao Seu povo ferramentas para que incorram em pecado, ao contrário, os prova para que tenham a chance de demonstrarem-se fiéis. Infelizmente, à semelhança do povo judeu, os adventistas falharam no teste, e hoje a luz e privilégios que receberam como grande bênção para si e para o mundo, se transformou em maldição e pedra de tropeço unicamente porque não aprenderam a reconhecer o Autor de sua bênção. É notória sua autossuficiência em todos os ramos da instituição. Podemos observar egos inflados na sonoridade das músicas e dos programas da TV Novo Tempo, no serviço de suas instituições de ensino e saúde. Quando são questionados a respeito de seu incoerente procedimento, são ousados ao dizer que essas críticas são nada mais nem nada menos que falácias instigadas por Satanás.

“No dia do Juízo muitos me dirão: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos a seu respeito, e usamos o seu nome para expulsar demônios e para fazer muitos milagres?’ Mas eu responderei: ‘Vocês nunca foram meus. Vão embora, porque as suas obras são más’” (Mateus 7:22,23, Bíblia Viva).

Se o caro leitor observar atentamente ao contexto das imagens acima, perceberá que algo semelhante do que aconteceu ao citado Pablo Ferrari, se repete no diálogo acima. Vemos claramente que, de uma maneira geral, os adventistas (e sim, estou generalizando), além de ter uma imensa dificuldade em lidar com críticas que apontem seus erros/defeitos, não conseguem, devido a sua cegueira espiritual, notar e confessar sua condição decaída. Se repete vez após vez ao vermos irmãos sinceros repreendendo e fazendo conforme o conselho inspirado, chamando o pecado pelo nome, e no lugar de vermos um espírito de gratidão e humildade, vemos orgulho, prepotência e autossuficiência. Como diz o texto inspirado: 

Por isso, não repreenda o zombador, para que ele não te odeie; repreenda o sábio e ele o amará! Ensine a pessoa sábia, e ela será ainda mais sábia. Ensine o justo, e ele crescerá em entendimento”. Provérbios 9:8,9.

Novamente, endosso o fato de que não estou aqui para acusar ninguém, mas para mostrar que existe um quadro de apostasia generalizada dentro do meio adventista. Hoje sabemos que devido às marcas desta apostasia, o adventismo se fragmentou. Com este artigo não venho aqui repreender uma única classe de adventistas, mas toda ela. Não importa a qual classe de adventista você pertence, se você guarda os mandamentos de Deus e confessa ter a fé Jesus, essa mensagem é para você.

Deus abençoe a todos!

Bajulação e Amor Não Fingido: Entenda Qual Destes Caracterizada a Igreja de Deus

Por isso Eu estou dando a vocês agora um novo mandamento – amem-se tanto uns aos outros quanto Eu amo vocês. Esse profundo amor que tiverem uns pelos outros provará ao mundo que vocês são meus discípulos. João 13:35.

Mas se alguém não ama nem é bondoso, isso demonstra que ele não conhece a Deus. Porque Deus é amor. 1 João 4:8.

O pecado andará solto por toda parte e esfriará o amor de muito. Mateus 24:12.

Os textos acima nos mostram que a marca distintiva do povo de Deus é o amor. Pela maneira como nos tratamos, o mundo saberá a que Deus servimos, ou seja, se refletirmos o caráter de Deus em nossos relacionamentos interpessoais, daremos verdadeiro ou falso testemunho a respeito do Deus da Bíblia, e isso levará muitos a crerem no Deus verdadeiro ou não. Essa é uma verdade soleníssima!

João ainda nos diz:

Mui queridos amigos, não creiam sempre em tudo o que vocês ouvem, só porque alguém diz que é uma mensagem de Deus: examinem primeiro, para se realmente é. Porque há muitos falsos mestres por aí. 1 João 4:1.

A advertência aqui é para que sejamos criteriosos e críticos a respeito de tudo aquilo que vemos e ouvimos. Não devemos sair por aí crendo em tudo o que nos dizem, devemos tomar igual cuidado com a aparência de piedade. Jesus deu uma advertência aos Seus discípulos, mas que vale para nós até aos dias de hoje. Veja:

Vocês pensariam que estes líderes dos judeus e estes fariseus são Moisés, pela maneira como eles continuam fazendo tantas leis! Pode ser muito correto fazer o que eles dizem, mas acima de qualquer outra coisa não sigam o exemplo deles. Porque eles não fazem o que mandam vocês fazerem. Exigem de vocês coisas impossíveis que eles nem tentam observar. Tudo o que fazem é para se mostrar. Ele se fingem de santos, levando nos braços grandes caixas de orações com versículos das escrituras dentro, e alongando as barras memoriais dos seus mantos. Mateus 23:2,3.

Por isso, não importa o que ouvimos ouvemos, nossa única regra de fé e prática é a Palavra de Deus, a Bíblia. E ela deve ser nossa “régua de medir” para saber se os espíritos são verdadeiros ou não.

Não podemos nos esquecer que estamos no limiar do mundo eterno, dentre muito em breve estaremos em nosso lar, verdadeiro lar, entretanto ainda estamos travando a maior batalha de todos os tempos e o inimigo de nossas almas fará de tudo para que sejamos perdedores. Cremos, porém, que pelo poder do sangue de Cristo nesta batalha já saímos vitoriosos. O alerta para nós nestes últimos dias é que nos mantenhamos de olhos bem abertos para que não sejamos enganados e não importa se nossa igreja mantêm a guarda de todos os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus, os enganos estão no meio de nós revestidos de uma capa de santidade. Logo, a advertência de Cristo para nós que vivemos nestes últimos dias é esta:

Porque haverá muitos falsos Messias e falsos profetas que farão milagres maravilhosos para enganar, se possível até os verdadeiros filhos de Deus. Marcos 13:22.

Dentro de nossas fileiras há aqueles que estão perdendo a característica distintiva do povo de Deus: o amor, cumprindo assim, o que dissera Jesus a Seus discípulos:

O pecado andará solto por toda parte e esfriará o amor de muitos. Mateus 24:12.

Mas percebam que nosso Mestre disse que o “amor de muitos” mas não de todos esfriaria, por isso, como verdadeiros discípulos de Cristo, devemos nos incomodar com nossa mornidão, gemer e chorar para que a igreja seja tocada pelo o Espírito de Deus e não rejeite Seu apelo.

[…] faça um sinal na testa de todas as pessoas que choram e gemem de tristeza por causa de todos esses horríveis pecados que o povo anda cometendo. Ezequiel 9:4.

E, uma vez que Cristo é tão superior, o Espírito Santo nos adverte que O escutemos, que não deixemos de ouvir sua voz hoje e não permitamos que o nosso coração se endureça contra Ele como o povo de Israel fez. Eles se endureceram contra o seu amor e se queixaram dele no deserto enquanto Ele os estava pondo à prova. Hebreus 3:7,8.

Para que possamos atender à voz do Espírito de Deus e, assim, sejamos blindados contra as estultícias de Satanás, precisamos compreender a raiz do engano e a maneira como podemos ser protegidos contra eles. Neste artigo, explicaremos a você, caro leitor, como, como povo, podemos manter a chama do amor viva em nossos corações, evitando assim, a mornidão, a praga terrível que tem invadido nossas igrejas, e dando bom e verdadeiro testemunho a respeito de nosso Deus e Senhor.

Antes de mais nada precisamos entender o significado de bajulação. O ato de bajular se define quando uma pessoa oferece ou recebe elogios exagerados com a intenção de receber algo em troca. E para que não reste dúvidas, abaixo vou deixar um exemplo de bajulação.

A minha mãe é corretora de imóveis, na mesma época que ela entrou como vendedora de imóveis foi quando se batizou na igreja, e para ela era um desafio continuar na profissão porque ela tinha que bajular os clientes, ou seja, fazer elogios que não eram sinceros para conseguir conquistar a confiança deles.

É preciso informar que os imóveis eram verdadeiramente muito bons, porém os clientes não sabiam disso. Apesar dos imóveis serem bons, isso não a autorizava usurpar, ou seja, roubar a confiança dos clientes. Portanto, o ato de bajular é uma quebra dos mandamentos, mais especificamente, o nono, que nos diz:

Não darás falso testemunho. Êxodo 20:16.

Depois dessa situação, minha mãe fez um pacto com Deus. Ela se comprometeu a ser sincera e honesta com todos os clientes, mesmo que isso pudesse reduzir significativamente o número de vendas. De fato, se formos observar os profissionais corretores de imóveis, eles têm uma vida financeira estável, com boas casas e carros, seus filhos estudando nos melhores colégios. Mas isso tinha um preço, ou ela escolheria abraçar as coisas do mundo ou escolheria ser estritamente obediente aos mandamentos de Deus.

Nos enchemos de orgulho porque afirmamos ser, pela profecia, a igreja verdadeira de Deus, que “guarda [Seus] mandamentos e tem o Testemunho de Jesus” (Apocalipse 14:12), se agimos, porém, contrários àquilo que afirmamos, não somente pecamos contra nossos irmãos, como pecamos, principal e terrivelmente, contra o Deus que professamos seguir. E, neste caso, se fazem terrivelmente verdadeiras as palavras do apóstolo Tiago:

Sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contemplar a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de que tal era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. […] Porque qualquer que guardar toda lei, e tropeçar em um só ponto, torna-se culpado de todos. Porque aquele que disse; “Não cometerás adultério”, também disse “Não matarás”. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade”. Tiago 1: 22-25; 2:10-12.

Portanto, se há um povo que não deve se vangloriar de absolutamente nada, mas chorar e gemer por seus próprios pecados, este povo é o nosso. Se queremos realmente ver a Jesus voltando nas nuvens “com poder e grande glória” não como aqueles que serão destruídos pelo “fogo consumidor” de Sua glória, mas como aqueles que foram remidos por Seu sangue, temos que viver uma vida de estrita e perfeita obediência à Sua lei, temos que aqui viver uma vida irrepreensível como a de Cristo. Fomos contemplados com grande luz e privilégios, e por isso, Ele não nos tomará por inocentes no pequenino ponto em que tropeçarmos em Seus mandamentos.

Neste caso, como a igreja deve tratar, portanto, seus recém-chegados conversos e não incorrer no pecado da bajulação? Observemos a recomendação do apóstolo Pedro:

Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus. Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. 1 Pedro 1:17-23.

A recomendação inspirada para a igreja de Deus é esta: todas as pessoas deste planeta custaram o precioso sangue de Cristo, e é um ultraje gravíssimo ao nome de Deus e ao alto custo de sacrifício que o Céu fez por amor de nós tratarmos o objeto deste sacrifício como um mero número para o crescimento da igreja. Com estas palavras não espero que ninguém concorde comigo, pois tenho plena convicção de que quem convence é o Espírito Santo. E convicção maior ainda possuo de que, se não mudarmos nosso procedimento de maneira urgentíssima, estamos, como povo, correndo o risco de nos perdermos eternamente. Pensemos seriamente nisso!

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